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Mercados

Fed vê meta de inflação cumprida, mas se divide quanto a compra de títulos: Ata

Membros do Fomc concordaram que a redução do ritmo de compras deve ser iniciada, mas ainda sem consenso quanto ao prazo ou ritmo

Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — Os membros do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fomc) concluíram amplamente que a meta de inflação está sendo alcançada, enquanto ainda precisam de progresso quanto a seu mandato relativo ao mercado de trabalho, conforme a ata da reunião de julho.

“A maioria dos participantes julgou que o padrão do Comitê de ’progresso adicional substancial‘ em direção à meta de emprego máximo ainda não havia sido alcançado”, disse o documento do encontro de 27 e 28 de julho divulgada nesta quarta-feira (18). “Ao mesmo tempo, a maioria dos membros comentou que esse padrão foi alcançado com relação à meta de estabilidade de preços.”

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A próxima reunião do Fomc acontece nos dias 21 e 22 de setembro. Sobre o cronograma de redução da compra de títulos, a ata mostra que a maioria dos participantes “julgou que poderia ser apropriado começar a reduzir o ritmo de compras de ativos neste ano”.

As autoridades ainda não chegaram a um acordo sobre o prazo ou o ritmo, mas a maioria concordou sobre como manter proporcional a composição de qualquer redução nas compras de títulos do Tesouro e lastreados em hipotecas.

“Vários participantes” disseram que as condições econômicas e financeiras justificariam uma redução do ritmo mensal de US$ 120 bilhões “nos próximos meses”. Enquanto “vários outros” consideraram uma redução “mais provável de se tornar apropriada no início do próximo ano” porque o mercado de trabalho não atingiu seu padrão de progresso substancial.

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Divergências de opiniões

Os membros do Fomc divergiram publicamente nas últimas semanas desde a reunião, quando o banco central deveria começar a diminuir as compras, como o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, querendo ver “mais alguns” relatórios de empregos sólidos, e outros, como o presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, dizendo que está aberto a anunciar planos para uma redução na próxima reunião se os números de emprego de setembro vierem bons.

O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse nesta quarta-feira (18) que gostaria de ver a redução gradual do programa de compra de ativos até o primeiro trimestre de 2022.

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A ata indica que as autoridades ainda veem espaço para melhorias no mercado de trabalho. Os ganhos de empregos têm sido fortes, em média 617.000 por mês até julho deste ano. A taxa de desemprego ficou em 5,4% no mês passado.

A relação emprego-população para trabalhadores entre 25 e 54 anos era de 77,8% no mês passado, em comparação com 80,5% no início de 2020, enquanto as taxas de desemprego entre hispânicos e negros permanecem altas em 6,6% e 8,2%.

A recuperação tem sido forte, com desequilíbrios de oferta e demanda pressionando os preços. O indicador de inflação do Fed subiu a um ritmo de 4% nos 12 meses encerrados em junho, em comparação com a meta de 2% do Fed.

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O Fed cortou a taxa básica de juros para zero em março de 2020 e anunciaram que comprariam US$ 200 bilhões em títulos lastreados em hipotecas de agências e US$ 500 bilhões em títulos do Tesouro para apoiar o funcionamento do mercado. Em dezembro de 2020, o banco central realinhou a orientação, dizendo que compraria US$ 80 bilhões por mês em títulos do Tesouro e US$ 40 bilhões por mês em títulos hipotecários “até que um progresso substancial tenha sido feito em direção às suas metas de emprego máximo e estabilidade de preços”.

As compras de ativos reduziram as taxas de juros de longo prazo e ajudaram a alimentar um aumento nos preços das moradias e outros ativos financeiros, com os ganhos de um mês nos índices de preços das residências quebrando recordes, enquanto os índices de ações também negociam em níveis recordes.

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