Internacional

Biden pode liberar doses de reforço contra Covid já em setembro

Plano diminuiria o ritmo de doações de imunizantes dos EUA a outros países

EUA devem recomendar reforço da vacina contra Covid-19 oito meses após a imunização completa
Por Joshua Wingrove
17 de Agosto, 2021 | 08:23 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O governo dos Estados Unidos planeja oferecer vacinas de reforço contra a Covid-19 já no próximo mês, diante da nova onda de casos no país provocada pela variante delta.

Autoridades do governo Biden finalizam um plano que deverá recomendar vacinas de reforço oito meses depois da aplicação da segunda dose, segundo duas pessoas a par das deliberações que falaram sob anonimato. O plano ainda não foi finalizado, mas a medida poderia ser anunciada ainda esta semana, disseram.

Se adotado, o plano para as doses de reforço poderia começar já em setembro. A proposta estaria sujeita à autorização da FDA, agência que regula fármacos e alimentos nos EUA, disseram as pessoas.

O plano também diminuiria o ritmo de doações de imunizantes dos EUA a outros países, que até este mês eram feitas com doses excedentes, mas que agora podem ser retidas para servir de reforço. Quase 170 milhões de americanos foram vacinados e, portanto, podem ser elegíveis para doses de reforço nos próximos meses.

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As doses de reforço obrigariam Biden a estimular uma campanha de vacinação em declínio, com menos pessoas dispostas a se vacinar. O número de casos caiu em todo o país até o fim do segundo trimestre, mas as infecções voltaram a subir com a chegada da variante delta do coronavírus, que se espalhou principalmente entre os não vacinados.

O aumento de casos chegou a estimular um aumento relativamente pequeno das vacinações, com uma média de cerca de 770 mil doses diárias frente a uma média de 500 mil no mês passado.

O avanço da Covid-19 é mais um ponto do choque de realidade no verão de Biden, que voltou de Camp David na segunda-feira para um pronunciamento sobre o colapso de Cabul e as pressões no Afeganistão. O desafio duplo ameaça consumir a agenda do presidente dos EUA, enquanto tenta reabrir o país e encaminhar dois projetos de lei importantes para o Congresso.

Autoridades do governo Biden há muito tempo dizem que havia a possibilidade de doses de reforço, mas estas até agora só foram autorizadas para pessoas imunocomprometidas. Rochelle Walensky, diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, disse na semana passada que americanos não deveriam tentar tomar doses de reforço até que fossem elegíveis.

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O governo Biden ofereceria uma terceira dose da vacina da Pfizer ou da Moderna, dependendo do imunizante recebido anteriormente, disseram as pessoas. O plano foi divulgado anteriormente pelo New York Times. A grande maioria das pessoas nos EUA foi vacinada com doses da Pfizer ou da Moderna.

As doses de reforço começarão com grupos de alto risco, como trabalhadores da linha de frente e idosos, que foram vacinados primeiro e, portanto, atingiriam a marca de 8 meses mais cedo, disse uma pessoa.

Biden pediu elegibilidade total para todos os adultos até 19 de abril, embora alguns estados tenham antecipado a campanha. Para os que foram vacinados quando toda a população adulta já era elegível, a dose de reforço só seria aplicada em janeiro.

Não está claro qual vacina seria aplicada aos que receberam o imunizante de dose única da Johnson & Johnson; essa vacina só foi autorizada em fevereiro, por isso, se o prazo de oito meses for mantido, essas pessoas não seriam elegíveis para doses de reforço até o fim de outubro, no mínimo. O governo está aguardando dados para decidir como proceder no caso da J&J, disseram as pessoas.

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