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Brasil

Ex-ministro Henrique Meirelles diz que não considera ser vice de Lula em 2022

Secretário paulista afirma que declarações foram tiradas de contexto e que “não trabalha com hipóteses”

Ex-ministro diz que não considera ser candidato da vice de Lula
13 de Agosto, 2021 | 07:10 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Após a repercussão da entrevista para a Bloomberg Línea, o ex-ministro Henrique Meirelles, atual secretário da Fazenda de São Paulo, esclareceu, em sua conta no Twitter, que não considera ser candidato a vice numa chapa com o ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva.

“Minhas declarações ficaram fora de contexto em reportagem da Bloomberg Línea, dando a entender que considero a hipótese de ser vice numa candidatura de Lula em 2022. Isso não existe”, escreveu Meirelles.

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Na entrevista, gravada em vídeo, Meirelles foi questionado especificamente se trabalharia novamente com Lula, como fizera em 2002, mas respondeu que “não trabalha com hipótese”. “Quando perguntado sobre o que faria se fosse novamente chamado por Lula, como fui em 2002 para assumir o Banco Central, eu repeti: ´Eu não trabalho sob hipótese. Eu não gasto tempo com isso’ “, disse.

O ex-ministro informou ainda que não tem contato com Lula e que avalia ser candidato ao Senado pelo Estado de Goiás. “Eu não tenho contato com o ex-presidente Lula há bastante tempo e fui convidado pelo meu partido, o PSD, a ser candidato ao Senado por Goiás”, esclareceu.

Na entrevista, Meirelles reconhece que os mercados e o setor produtivo têm preocupação com declarações de Lula e do PT sobre política fiscal. Ele afirma que é preciso separar “Lula e o PT” e considera que o ex-presidente está “mal assessorado” quando defende o fim do teto de gastos.

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“É preciso diferenciar o que é o Lula e o que é o PT, que faz essas declarações desencontradas da realidade do país. Quando o Lula fala que quer revogar o teto dos gastos, no mínimo, ele está sendo mal assessorado”, disse.

“Economistas que se intitulam porta-vozes do PT – não sei se são – fazem declarações preocupantes porque propõem tudo aquilo que não dá certo: despesa pública elevada, [dizem que] gastar dinheiro é bom.. Esse discurso é preocupante porque a gente sabe o resultado, que aconteceu no Brasil por décadas. De tempos em tempos tinha uma crise, como ainda acontece em outros países da vizinhança”, disse.

Para o ex-ministro, essas declarações são preocupantes. “Naquela época, ele [Lula] perdeu três eleições por questões assim. Em 2002, escreveu a Carta ao Povo Brasileiro, dizendo que não era nada daquilo: esqueçam tudo que eu disse porque agora o negócio vai ser pé no chão. E, de fato, foi pelo menos do ponto de vista monetário e fiscal, no primeiro mandato”, disse.

“E agora? Será que ele vai mudar de novo? Vai escrever outra Carta ao Povo Brasileiro dizendo que aquilo que falou estava errado?”, questiona.

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Toni Sciarretta

Toni Sciarretta

News director da Bloomberg Línea no Brasil. Jornalista com mais de 20 anos de experiência na cobertura diária de finanças, mercados e empresas abertas. Trabalhou no Valor Econômico e na Folha de S.Paulo. Foi bolsista do programa de jornalismo da Universidade de Michigan.