Ibovespa volta aos 120 mil pontos e dólar sobe em dia de indefinições em Brasília

Adiamento da votação da reforma tributária pesou negativamente no mercado

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São Paulo — O Ibovespa fechou em queda e o dólar subiu nesta quinta-feira (12), em mais um dia onde as tensões e indefinições domésticas no campo político pesaram mais que o cenário externo, prejudicando os ativos locais. O anúncio do adiamento da votação do projeto de reforma tributária para a semana que vem desagradou os investidores, assim como as demais questões relacionadas ao futuro da situação fiscal do país que seguem indefinidas, com a PEC dos Precatórios e o aumento do Bolsa Família.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que o governo não tem condições de pagar o valor de R$ 90 bilhões de precatórios previstos para o próximo ano, correndo o risco de cometer um crime de responsabilidade fiscal.

Além da bolsa e do câmbio, as tensões políticas impactaram as taxas dos juros futuros, que fecharam em alta. Outro fator que pesou foram os dados de volume no setor de serviços, que vieram acima das estimativas.

No exterior, as bolsas em Nova York fecharam em alta, apesar das oscilações ao longo do dia, com o mercado avaliando os dados de inflação ao produtor dos Estados Unidos, que vieram acima do esperado.

Hoje à noite, serão divulgados os balanços de B2W, Arezzo, BMG, BRF, CCR, CPFL Energia, Cury, Cyrela, Grupo Mateus, Grupo Soma, Magazine Luiza e Marisa Lojas.

  • Câmbio: O dólar subiu 0,62% para R$ 5,2505;
  • Bolsa: O Ibovespa caiu 1,11%, a 120.700 pontos. Lideraram as altas percentuais as ações da NotreDame Intermédica (GNDI3), Hapvida (HAPV3) e Fleury (FLRY3). As ações da Ultrapar (UGPA3), Minerva (BEEF3) e B3 (B3SA3) foram destaques negativos;
  • Destaques da bolsa: As ações da B3 foram um dos principais destaques, chegando a atingir uma nova cotação mínima em 12 meses (R$ 14,03) e encerrando o dia com queda de 7,71%. O movimento refletiu a notícia divulgada na véspera, junto com o balanço, de que a empresa fez uma revisão de “remoto” para “possível” do prognóstico de perda em uma disputa judicial;
  • Juros: Os juros voltaram a subir, com as tensões políticas e dados econômicos. A taxa para janeiro de 2022 avançou para 6,580%, enquanto para janeiro de 2027 ficou em 9,630%, na máxima do dia;
  • Exterior: Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,04%, o S&P500 0,30% e o Nasdaq 0,35%;
  • Bitcoin: No final do dia, a criptomoeda operava em queda de 4,05%, a US$ 44.501;
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