Ata do Copom e IPCA pressionam juros, mas dólar não cede patamar

Documento reforça mensagem de aperto monetário e reconhece que riscos fiscais pressionam expectativas de inflação

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O Banco Central reforçou a mensagem de aperto monetário na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que elevou os juros Selic de 4,25% para 5,25% na semana passada e ainda contratou uma nova alta da mesma magnitude para setembro. O IPCA de julho veio a 0,96% _a maior taxa para este mês em 19 anos e pouco acima da mediana do consenso Bloomberg, de 0,95%, acumulando alta de 8,99% em 12 meses.

As taxas mais curtas chegaram ter alta firme no início dos negócios desta terça-feira (10), mas depois cederam. As de prazo médio oscilam também pressionadas pelo risco fiscal. Já o dólar não respondia no mesmo sentido e seguia pressionado, pouco antes das 9h30 (horário de Brasília):

  • Câmbio: dólar negociado a R$ 5,2524, com alta de 0,34% no dia;
  • Juros curtos: taxa do DI para janeiro de 2022 passava de 6,52% para 6,505%, enquanto a para janeiro de 2023 recuava de 8,22% para 8,20%;
  • Juros médios: taxa do DI para janeiro de 2025 passava de 9,12% para 9,14%, enquanto a para janeiro de 2027 oscilava de 9,51% para 9,50%;
  • Inflação: O IPCA de julho veio a 0,96% _a maior taxa para este mês em 19 anos e pouco acima da mediana do consenso Bloomberg, de 0,95%. Destaque para preços de transportes, com alta de 1,52%;
  • Ata do Copom: Documento confirma que o Banco Central decidiu levar a política monetária para o patamar contracionista, portanto acima do chamado nível neutro, e afirma que os riscos fiscais continuam pressionando as projeções para inflação.