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Mercados

Empresas captam R$ 304,6 bi no mercado de capitais em sete meses, alta de 62%, diz Anbima

Levantamento aponta aumento de 76% no total levantado por empresas em operações de IPOs e follow-ons em 2021; emissões de debêntures são destaque na renda fixa

Em agosto, tendência de IPOs segue em alta, com oferta inicial da empresa de energia Raízen, maior operação do ano (R$ 6,9 bilhões)
09 de Agosto, 2021 | 06:27 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

São Paulo — As empresas brasileiras levantaram R$ 304,6 bilhões no mercado de capitais entre janeiro e julho deste ano, um crescimento de 62% em relação ao mesmo período de 2020, divulgou, nesta segunda-feira (9), a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Na renda fixa, as emissões de debêntures se destacaram no período. Em sete meses do ano, esses títulos movimentaram R$ 119,8 bilhões, quase o total registrado no ano passado inteiro (R$ 121,1 bilhões), segundo a Anbima.

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Na renda variável, foram emitidos R$ 17,6 bilhões em julho, com destaque aos follow-ons (ofertas subsequentes), que movimentaram R$ 16,2 bilhões. No resultado acumulado do ano, os IPOs (ofertas iniciais) e follow-ons somam R$ 89,4 bilhões, aumento de 76,04% sobre o mesmo período de 2020. Ainda são previstos para o ano mais de R$ 13 bilhões em ofertas iniciais que estão em andamento, informou a Anbima.

“O apetite por esses papéis segue bastante aquecido entre os fundos de investimento, que continuam absorvendo a maior fatia das operações (46,6% no ano), seguidos dos investidores estrangeiros (36,7%)”, disse José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima.

Quanto à renda fixa, as emissões de FIDCs (fundos de investimento em direito creditório) totalizaram R$ 32,8 bilhões de janeiro a julho, mês que teve o menor volume do ano (R$ 1 bilhão).

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Segundo a Anbima, o mês passado também não foi tão aquecido para os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), que levantaram R$ 835 milhões. No ano, as ofertas desses títulos chegam a R$ 9,7 bilhões. Entre os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), foram R$ 2,3 bilhões em julho e R$ 15,6 bilhões no acumulado de 2021. Os fundos imobiliários, híbridos entre renda fixa e variável, captaram R$ 28,5 bilhões no ano.

Já as emissões de companhias locais no mercado externo somaram US$ 3,65 bilhões em julho, sendo US$ 2,25 bilhões provenientes de títulos de dívida do Brasil. No ano, as operações (incluindo renda fixa e variável) somam US$ 14,9 bilhões.

Sérgio Ripardo

Sérgio Ripardo

Jornalista brasileiro com mais de 25 anos de experiência, com passagem por sites de alcance nacional como Folha e R7, cobrindo indicadores econômicos, mercado financeiro e companhias abertas.

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