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Disney precisa oferecer streaming com “tudo incluso”, diz Dan Loeb

“O progresso até agora é louvável, mas muito mais pode ser feito para realizar todo o potencial”, afirmou o célebre investidor ativista

Dan Loeb incentivou a gigante do entretenimento a adotar uma abordagem
Por Scott Deveau
07 de Agosto, 2021 | 01:45 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O investidor ativista Dan Loeb está convocando a Walt Disney Co. a agir para alavancar sua posição de liderança em esportes, entretenimento geral e franquias de sucesso, de olho em desbloquear todo o potencial de seus serviços de streaming.

Na sexta-feira, Loeb afirmou uma carta aos investidores de seu hedge fund Third Point que sua visão otimista do serviço de streaming da Disney se comprovou, com a divisão agora gerando mais de US$ 15 bilhões em receita anual e, por sua vez, ajudando a elevar as ações da empresa em 70% desde maio de 2020. A empresa também dobrou seu investimento em conteúdo da Disney+ para o médio prazo, mantendo sua orientação de lucratividade devido ao sucesso inicial da plataforma, observou.

Experimentos com acesso ao lançamento de “Viúva Negra”, por exemplo, por uma taxa adicional, e acesso ao lançamento de filmes como Luca e Soul da Pixar foram fundamentais para esse sucesso, disse Loeb.

“Embora o progresso até agora tenha sido louvável, muito mais pode ser feito para realizar todo o potencial da Disney em streaming”, disse Loeb na carta.

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A Third Point de Loeb divulgou sua posição na Disney em outubro, e pediu à empresa na época que suspendesse seus dividendos e redirecionasse esses recursos para a criação mais agressiva de conteúdo para seu serviço de streaming direto ao consumidor, Disney+.

Na sexta-feira, ele incentivou a Disney a adotar uma abordagem de um buffet do tipo ‘coma à vontade’ para seu produto direto ao consumidor. Isso significa oferecer seus diversos conteúdos em uma única plataforma sob a marca Disney+, “com lançamento simultâneo de todo o conteúdo de cinema, sem taxa adicional para assinantes”.

No ano passado, ele disse que saiu de suas reuniões com o CEO da Disney, Bob Chapek, e a diretora financeira, Christine McCarthy, impressionado com sua busca incessante de valor para acionistas no longo prazo. Mas disse que ainda há uma “imensa” oportunidade para a empresa aproveitar um bilhão de lares globais com banda larga, 4 bilhões de assinantes em smartphones e pelo menos um bilhão de fãs globais da Disney.

“Estabelecer uma posição de liderança durável no competitivo mercado global de streaming exigirá escolhas difíceis, investimento agressivo, foco inabalável e constante inovação”, acrescentou.

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Cripto e RH

Em sua carta, Loeb também discutiu sua recente incursão nas criptomoedas e a posição relativamente nova da Third Point na RH, empresa de móveis domésticos de luxo antes chamada Restoration Hardware.

Disse que nos últimos dois trimestres, a Third Point fez vários investimentos em empresas privadas que estão criando infraestrutura crítica para permitir o uso e comércio mais amplo de cripto, incluindo CypherTrace inc., Bitwise Asset Management e FTX Trading Ltd. A Third Point também participou em investimentos em eToro Group Ltd. e Circle, afirmou.

“Como muitas classes de ativos emergentes, prevemos extrema volatilidade de preço e sentimento, mas essas preocupações acabam ofuscadas pelo incrível potencial de ruptura oferecido por essa tecnologia”, disse ele.

Enquanto isso, ele disse que a Third Point começou a construir sua posição na RH no ano passado com a crença de que o CEO Gary Friedman era “líder único em uma geração”. Embora a maioria das empresas de móveis não seja conhecida por seus altos retornos, a RH contrariou essas tendências, melhorando a qualidade e o design do produto, a eficiência da cadeia de suprimentos, a apresentação no varejo e, essencialmente, eliminando descontos.

“Da mesma forma que a Ferrari não deve ser comparada a outras montadoras de automóveis, acreditamos que a RH não deve ser considerada uma empresa de móveis tradicional”, afirmou.

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