Agro

Agroconsult reduz estimativa de produção da segunda safra de milho para 60,9 milhões de toneladas

Consultoria corta 4,4 milhões de toneladas da previsão anterior por conta das geadas; novo número representa uma quebra de 20,6% em comparação ao ano passado

Consultoria estima que produtividades foram revistas para 43,7 sacas por hectare no Paraná (48% menos do que em 19/20) e 42,7 sacas por hectare no Mato Grosso do Sul (queda de 49%)
05 de Agosto, 2021 | 06:49 pm
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São Paulo — A Agroconsult atualizou hoje sua estimativa para a produção da segunda safra de milho no Brasil. Devido às geadas que atingiram os Estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, a consultoria reduziu sua expectativa de produção para 60,9 milhões de toneladas, volume que representa um corte de 4,4 milhões de toneladas sobre o dado anteriormente estimado. O novo número representa uma queda de 20,6% em comparação às 76,7 milhões de toneladas produzidas no ano passado.

“Normalmente, julho é um mês de poucos acontecimentos para a segunda safra, quando a colheita se aproxima do fim e a produtividade das lavouras está praticamente definida. Esta temporada, porém, está sendo completamente diferente”, diz André Debastiani, analista da Agroconsult.

Em janeiro, a própria Agroconsult havia estimado uma produção de 83,9 milhões de toneladas de milho para a segunda safra do cereal. Os bons preços no mercado doméstico estimularam tanto o crescimento de área em 9,3% sobre a safra 2019/20, chegando a 14,7 milhões de hectares, quanto a disposição dos produtores em aumentar os investimentos em tecnologia nas lavouras.

A estiagem de abril e maio e a sucessão de geadas causou perdas de mais de 23 milhões de toneladas. “O grande problema dessa safra não foi a geada, que costuma ocorrer nessa época, mas sim, o atraso no plantio que fez com que as lavouras estivessem em estado crítico de desenvolvimento quando as ondas de frio ocorreram”, afirma Debastiani.

Alexandre Inacio

Alexandre Inacio

Jornalista brasileiro, com mais de 20 anos de carreira, editor da Bloomberg Línea. Com passagens pela Gazeta Mercantil, Broadcast (Agência Estado) e Valor Econômico, também atuou como chefe de comunicação de multinacionais, órgãos públicos e como consultor de inteligência de mercado de commodities.

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