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Mercados

Cenário doméstico pesa nos mercados, com Copom e balanços no radar

Exterior opera misto no fim da manhã, com bolsas americanas no vermelho e índices europeus renovando máximas; balanço da Petrobras é destaque da agenda de resultados brasileira

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São Paulo — Ibovespa e dólar operavam no vermelho na primeira hora de pregão, com o mercado se preparando para a decisão de juros da noite de hoje, em que o Copom deve elevar a Selic para 5,25%, o maior aumento desde 2003. O imbróglio fiscal brasileiro é mais um fator que vem elevado a volatilidade nas últimas sessões, e deixado o alerta vermelho constantemente aceso, com os planos do governo de um novo Bolsa Família, com mais beneficiários e valores mais altos, preocupando o mercado.

Lá fora, os índices americanos operam com fraqueza no início das negociações. Os Estados Unidos criaram 330 mil empregos no setor privado em julho, conforme a ADP, bem abaixo dos 690 mil esperados pelos economistas. O número aumenta a expectativa pela divulgação dos dados do Payroll na sexta-feira (6). Na Europa, os índices avançam e renovam máximas intradiárias, impulsionados por resultados corporativos melhores que o esperado.

Além do Copom, o mercado também aguarda o balanço da Petrobras na noite de hoje, que deve trazer Ebitda ajustado de R$ 53,6 bilhões, conforme estimativa Bloomberg, um aumento ante o trimestre anterior. Banco do Brasil e Braskem também divulgam resultados nesta quarta.

  • De olho na decisão de juros, o dólar cai 0,42%, a R$ 5,1755. Os juros operam mistos: o DI para janeiro de 2022 opera em alta, para 6,360%. Já a taxa mais longa, para 2027, recua, a 9,070%.

QUEM SOBE

  • Usiminas (USIM5) é a maior alta percentual do Ibovespa, subindo 3,08%
  • Suzano (SUZB3) é destaque de alta por pontos, subindo 1,87%
  • Natura &Co (NTCO3) sobe 1,71%

QUEM CAI

  • Bradesco (BBDC4) é destaque de queda e pesa no Ibovespa, recuando 2,69%
  • Embraer (EMBR3) cai 2,96%, a maior em percentual
  • Petrobras ON (PETR3) cai 2,45% e PN (PETR4), 1,90%. Recuo dos preços do petróleo e expectativas por balanço pesam nos papéis.



Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.