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Mercados

XP lucra R$ 1 bi impulsionada por expansão de produtos e serviços financeiros no 2º trimestre

Grupo amplia ecossistema com entrada em novos segmentos para público de alta renda, como cartão de crédito

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São Paulo — A XP Inc. teve um lucro bilionário no segundo trimestre, impulsionado pela maior oferta de produtos e serviços em sua plataforma financeira e entrada em novos segmentos para o público de alta renda, como cartão de crédito.

  • De abril a junho, a companhia teve um lucro líquido ajustado de R$ 1,034 bilhão, um aumento de 83% em relação a igual período do ano passado, de R$ 565 milhões
  • Houve também incremento de margem líquida ajustada de 29,4% para 34,2%, na comparação anual
  • A receita líquida cresceu 57%, somando R$ 3,018 bilhões, ante R$ 1,921 bilhão.

Sobre o cenário macroeconômico de um ciclo de alta da taxa Selic, juro básico da economia, Bruno Constantino, CFO da XP, comentou que a estratégia do grupo não muda, pois seu ecossistema é completo e já trabalha produtos do mercado de renda fixa.

“A XP é o maior player no mercado de crédito privado, por exemplo, seguimos com liderança em emissões de diversos títulos de renda fixa, híbridos, operações estruturadas, CRI, CRA, debêntures de infraestrutura, debêntures sem ser de infraestrutura, e operando no mercado secundário, ajudando os clientes a operar esses papeis, e títulos do governo, onde também temos uma presença relevante”, afirmou Constantino aos jornalistas em videoconferência.

Amanhã, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vai anunciar sua decisão sobre a Selic, hoje em 4,25% ao ano, com apostas majoritárias no mercado de uma elevação de 1 ponto percentual.

“Se os volumes negociados diminuírem por conta de aumento de juros, renda fixa tende a aumentar. Renda fixa foi um destaque nesse segundo trimestre em termos de contribuição para a receita, principalmente no mundo institucional, não no mundo de varejo só. Renda fixa foi o maior componente de receita num trimestre que nos fizemos um recorde de receita no mundo institucional”, disse o CFO da XP.

Ele descartou uma mudança de estratégia para a área de renda fixa com uma nova elevação da Selic pelo Copom, que iniciou hoje sua reunião de dois dias, antes do anúncio da nova taxa amanhã à noite.

“Não tem mudança de estratégia, pode ter mudança de mix na receita, dependendo do cenário macro que a gente não controla”, garantiu Constantino.

Fundos

Sobre o resultado financeiro do trimestre, o CFO diz que uma conjunção de fatores explica o lucro bilionário no período.

“É uma evolução da oferta de produtos em nossa plataforma à medida em que a gente vai adicionando novos produtos como, por exemplo, fundos internacionais, alternativos, o próprio processo de equitização do mercado e produtos financeiros atrelados à renda variável contribuindo, parte de renda fixa crescendo, a liquidez do mercado secundário como um todo crescendo, e a plataforma de fundos que segue expandindo ano após ano”, citou.

O executivo também falou sobre o crescimento do produto “cartão de crédito”. “É algo recente em nossa plataforma. A tendência é que siga crescendo ano após ano”.

Quanto ao aumento da rede de agentes autônomos da XP, Constantino disse que a XP adicionou mais de 1.000 novos profissionais no segundo trimestre, totalizando mais de 9.000 parceiros.

“A própria rede tem um crescimento orgânico. Os próprios escritórios de agentes autônomos seguem investindo em novos profissionais. É uma tendência que vai continuar nos próximos trimestres e anos. É fruto de uma profissão que ganha cada vez relevância no Brasil. É fruto de um cenário onde os bancos incumbentes têm uma agenda de fechamento de agências bancárias ainda mais com a digitalização. Isso acaba favorecendo a oferta de profissionais que querem empreender se tornarem agentes autônomos, e de um cenário macro, que mesmo com a alta taxa de juros, isso não muda essa tendência de que aprender a investir, como alocar, é algo cada vez mais importante na vida dos brasileiros”.

Sérgio Ripardo

Sérgio Ripardo

Jornalista brasileiro com mais de 25 anos de experiência, com passagem por sites de alcance nacional como Folha e R7, cobrindo indicadores econômicos, mercado financeiro e companhias abertas.