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Lucro dos três maiores bancos privados do país alcançou R$ 17 bilhões no 2º trimestre

Instituições financeiras conseguiram ampliar seus ganhos em relação ao ano anterior com aumentos de até 98,4%

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São Paulo — Santander Brasil, Itaú e Bradesco conseguiram ampliar seus lucros no segundo trimestre de 2021 em relação ao ano anterior e, somados, alcançaram R$ 17 bilhões entre abril e junho. Menores provisões, em relação ao início da pandemia, maior vinculação de clientes e retomada de negócios e da economia são os fatores que ajudaram as instituições a impulsionarem seus ganhos em até 98,4%, como foi o caso do Santander.

Os bancos brasileiros mostram trajetórias de recuperação, se comparado a um ano atrás, e traçam caminhos parecidos aos de seus pares no exterior. Goldman Sachs e Morgan Stanley bateram recordes de lucro, enquanto rivais europeus como UBS e Barclays registraram os maiores ganhos em uma década. Deutsche Bank e Société Générale atribuíram os melhores resultados à recuperação da economia mundial.

  • O primeiro a divulgar seus números na temporada atual, no dia 28 de julho, Santander Brasil, teve lucro líquido de R$ 4,171 bilhões no segundo trimestre, ante R$ 2,102 bilhões no mesmo período de 2020, uma alta de 98,4%. Já o lucro líquido societário dobrou: marcou R$ 4,103 bilhões, ante R$ 2,026 bilhões no segundo trimestre do ano passado, alta de 102,6%.
  • Itaú veio na sequência, com resultados na última segunda-feira (2), com lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões, resultado 55,6% superior ao apurado no mesmo trimestre do ano passado. Enquanto isso, o lucro contábil do banco, que inclui itens não recorrentes, apresentou aumento de 120,8%, aos R$ 7,56 bilhões.
  • Hoje (3), o Bradesco reportou lucro líquido recorrente de R$ 6,319 bilhões, um aumento de 63,2% em relação ao segundo trimestre de 2020, mas decepcionou a estimativa Bloomberg, que projetava R$ 6,58 bilhões.
    • Conforme o banco, o resultado se deve ao “bom desempenho das receitas de prestação de serviços, aumento da margem financeira com clientes, menores despesas operacionais e menores despesas com PDD (provisão para crédito de liquidação duvidosa)”.
Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.