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Negócios

Após sair de recuperação judicial, incorporadora Viver planeja retomar lançamentos “cautelosamente”

Em recuperação judicial desde 2016, companhia conseguiu renegociar com credores e recuperar valor da ação na B3, que chegou a custar centavos

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São Paulo — A construtora e incorporadora paulista Viver anunciou o encerramento da recuperação judicial do grupo, em que estava desde 2016, e a retomada dos lançamentos imobiliários “cautelosamente”.

“O período de Recuperação Judicial representou a fase de reestruturação financeira da Companhia, sendo convertidas dívidas habilitadas no âmbito da Recuperação Judicial, em capital, e consequente pagamento dos respectivos credores. Por meio dessas capitalizações, a Companhia sucedeu na quitação de 98% da dívida habilitada perante o processo de Recuperação Judicial”, informou a empresa, em fato relevante divulgado, ontem.

Segundo a construtora, a recuperação judicial cumpriu com três objetivos: preservar a continuidade das atividades do Grupo Viver e sua função social; preservar os interesses e direitos de seus clientes, fornecedores, credores, colaboradores e acionistas; e proteger a situação financeira do Grupo Viver e reforçá-la continuamente.

“Destaca-se que os valores remanescentes, assim como todos os créditos ilíquidos, cujo fato gerador seja anterior ao pedido da RJ (Recuperação Judicial), continuam sujeitos aos efeitos do Plano, ainda que tais débitos venham a ser liquidados após o encerramento do processo de Recuperação Judicial. A Companhia entende que este é o momento de crescer e se fortalecer visando uma estrutura cada vez mais sólida, retomando os lançamentos imobiliários cautelosamente”, citou a Viver.

A sentença foi proferida, ontem, pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível da Comarca da Capital de São Paulo.

Na B3, ação ordinária (VIVR3) fechou, ontem, com forte alta (+15,6%), cotada a R$ 4. Não é a máxima do ano (R$ 10,33), alcançada há dois meses, quando realizou mais um aumento de capital para pagar os credores em um plano de renegociação por condomínios não entregues. A mínima do papel em 12 meses foi de R$ 0,79.

Na B3, ainda há 17 companhias em recuperação judicial com ações sendo negociadas: Bardella, Eternit, Fertilizantes Heringer, Hotéis Othon, IGB, Inepar, João Fortes, Lupatech, Oi, PDG Realty, Pet Manguinhos, Pomifrutas, Renova, Saraiva Livraria, Tecnosolo, Teka e Wetzel.

Sérgio Ripardo

Sérgio Ripardo

Jornalista brasileiro com mais de 25 anos de experiência, com passagem por sites de alcance nacional como Folha e R7, cobrindo indicadores econômicos, mercado financeiro e companhias abertas.