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Viagens

A viagem do próximo verão vai ficar mais cara

Devido às restrições de viagens internacionais, turistas buscam opções em locais mais próximos

Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — Com o verão no hemisfério norte passando rapidamente, muitos norte-americanos estão ansiosos para finalmente poderem viajar após mal sair de casa por boa parte dos últimos 18 meses.

Seja por medo de uma nova onda de coronavírus motivada pela variante delta ou o caos das viagens aéreas, muitos viajantes estão preferindo viajar para lugares mais perto. Na área de Nova York, isso significa uma busca mais intensa por praias em Long Island ou Jersey Shore. Contudo, a demanda reprimida também fez com que viagens curtas se tornassem caras – e com um preço definitivamente mais alto que antes da pandemia.

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As reservas nos EUA para o período compreendido entre julho e setembro aumentaram 80% em comparação com 2019, segundo números compilados pela empresa de software de administração de imóveis Guesty. Como resultado, o custo subiu, chegando a ficar 28% maior em comparação há dois anos. “Já ficou claro que as viagens voltaram”, afirmou Vered Schwarz, Diretora de Operações da Guesty. “Mas as preferidas são as viagens nacionais”.

De Nova York à Califórnia, provavelmente será difícil fazer uma reserva para esta estação se você ainda não o fez. Se der certo, não vai ser barato. Porém, quem tem condições prefere pagar o preço.

No Hamptons, retiro favorito dos ricos e famosos de Nova York, a disponibilidade é baixa e os preços estão cerca de 50% mais altos que antes da pandemia, disse a corretora de imóveis Cathy Tweedy. As diárias chegam a cerca de US$ 35 mil por algumas semanas, e esse valor, da verdade, provavelmente é baixo.

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“Já vimos mais alugueis de US$ 1 milhão ou mais neste período que em outros momentos”, afirmou Tweedy. “Antigamente víamos um, vez ou outra. Agora, provavelmente se trata de uma dezena”.

Considerando a falta de oferta, alguns viajantes estão escolhendo locais que outrora não seriam sua primeira escolha. Tweedy declarou que as fontes termais a leste dos locais mais famosos de South Forks, geralmente ignoradas, estão em alta no momento. Mas não importa em que parte dos Hamptons você esteja, sempre tem gente “disposta a pagar o que for necessário”, disse.

Uma dinâmica semelhante ocorre na costa de Nova Jersey, embora por preços mais acessíveis para não bilionários. Os alugueis no local subiram de 10% a 20% em comparação a níveis pré-pandemia, disse a corretora de imóveis Lisa Temple, destacando um imóvel de cinco quartos pelo valor de US$ 11 mil por semana.

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Temple disse que está mais ocupada que em 2019, em parte porque mais pessoas estão viajando para a área, já que não podem sair do país ou simplesmente querem ficar mais próximos de casa.

Por US$ 11 mil, “é possível viajar com a família para a Europa”, afirmou Temple. “O problema é que ninguém está indo para a Europa. Ninguém está saindo do país”. Mesmo com as viagens aéreas se recuperando, as viagens internacionais estavam 40% abaixo dos níveis pré-pandemia na semana encerrada em 27 de julho, segundo o grupo de empresas do setor Airlines for America.

Além da pressão sobre o preço dos aluguéis, as despesas com limpeza atrelada à pandemia também aumentaram, disse Schwarz. Contudo, ela observou que os anfitriões estão mais coniventes com políticas flexíveis de cancelamento, que ela recomenda que busquemos quando agendarmos novas viagens.

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Um fenômeno diferente induzido pelo coronavírus surgiu em todo o país. No Lago Tahoe, o paraíso de água doce a três horas de São Francisco, popular para os ricos gurus de tecnologia, os volumes de viajantes estão normais, segundo o presidente da Tahoe Getaways Jim Winterberger.

Contudo o número de propriedades disponíveis diminuiu, parcialmente porque os proprietários de casas e apartamentos tem frequentado mais a região, disse. Isso significa que as diárias estão 20% a 30% acima dos níveis normais. Não que isso seja um impeditivo.

“O lugar ainda tem certo valor”, afirmou.

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