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ESG

JPMorgan exige mais das empresas no combate a mudança climática

Grupo com 53 investidores pede a implementação de medidas de governança corporativa para garantir responsabilização de empresas

Objetivo é forçar companhias a divulgar planos de transição para um saldo líquido zerado, identificar responsáveis e garantir que os investidores possam votar anualmente sobre o assunto
Por Tasneem Brogger
30 de Julho, 2021 | 04:20 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Investidores institucionais responsáveis por US$ 14 trilhões em ativos sob gestão concordaram em intensificar a pressão sobre as empresas para combater o aquecimento global.

O grupo que reúne 53 investidores e gestores de ativos, incluindo JPMorgan Asset Management e GAM Investments, está definindo uma “nova linha de base” para os planos de transição das empresas para zero emissões líquidas, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira pelo Grupo de Investidores Institucionais para a Mudança Climática (IIGCC, na sigla em inglês).

As exigências coincidem com um momento em que o aquecimento global desencadeia uma sequência constante de eventos climáticos extremos, incluindo inundações na Alemanha, Índia e China e incêndios florestais nos EUA.

Segundo o IIGCC, as demandas dos investidores representados pelo grupo ajudarão a definir a agenda para as assembleias gerais do ano que vem.

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O grupo “pede a implementação de novas medidas de governança corporativa para garantir que os acionistas possam responsabilizar as empresas quando se trata de cumprir os compromissos de zero emissões líquidas”. O objetivo é forçar as companhias a divulgar seus planos de transição para um saldo líquido zerado, identificar quais diretores corporativos precisam ser responsabilizados e garantir que os investidores possam votar anualmente sobre o assunto.

“Está claro que os votos dos acionistas e a supervisão da diretoria são necessários para que as empresas prestem contas de seus compromissos no sentindo de atingir saldo líquido zero no futuro”, afirmou Stephanie Pfeifer, a principal executiva do IIGCC, no comunicado.

Adam Matthews, diretor de investimento responsável do Comitê de Pensões da Igreja da Inglaterra, ressaltou a urgência da ação. “O tempo está contra nós”, disse ele.

“Se uma empresa merece a confiança de seus acionistas, precisa de planos de transição confiáveis com metas de curto, médio e longo prazo cobrindo todas as emissões relevantes”, acrescentou ele. “Os diretores serão expulsos pelo voto se os planos não são confiáveis, não fornecem uma base clara para atingir as metas ou se as empresas não estiverem cumprindo o planejado.”

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