Comércio eletrônico impulsiona primeiro IPO da Colômbia em anos

LatAm Logistic Properties, que opera depósitos na Costa Rica, Colômbia e Peru, pretende levantar até US$ 225 milhões

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Bloomberg — O boom de compras online na América Latina na esteira da pandemia abre caminho para a primeira oferta pública inicial da Colômbia em quase uma década.

A LatAm Logistic Properties, que possui e opera depósitos na Costa Rica, Colômbia e Peru, pretende levantar até US$ 225 milhões com o IPO, com data de precificação prevista para 4 de agosto. A empresa, conhecida como LLP, usará os fundos para se expandir nos três países em que já atua e deve entrar no Chile, Panamá e Equador este ano, segundo o diretor-presidente, Mike Fangman.

Como a Covid acelerou a transição para o e-commerce, varejistas têm uma necessidade crescente de mais espaço de armazenamento, normalmente exigindo três vezes mais superfície de um depósito para uma loja física que venderia a mesma quantidade de mercadorias, de acordo com Fangman. Com seu plano de crescimento, a empresa de logística planeja mais do que dobrar a área bruta locável para pelo menos 1 milhão de metros quadrados até 2025.

“Há uma oportunidade real com os players de comércio eletrônico”, disse Fangman em entrevista por vídeo de San José, Costa Rica. “Pensamos que a Colômbia é o mercado e a bolsa de valores com maior potencial de crescimento.”

Por meio de um processo do chamado bookbuilding - que define o preço do IPO, uma novidade na bolsa de valores da Colômbia - a LLP está oferecendo até 126 milhões de ações a um preço entre 5 mil pesos (US$ 1,30) e 7,5 mil pesos. O BTG Pactual lidera a venda.

A última vez que a bolsa de valores da Colômbia realizou um IPO foi em novembro de 2012. O tamanho da bolsa é limitado pela economia relativamente pequena da Colômbia, bem como pelas regras de divulgação que desencorajam algumas empresas de abrirem o capital, de acordo com Juan David Ballen, analista-chefe da corretora Casa de Bolsa, em Bogotá.

A LLP está vendo “muito interesse” de grandes investidores nos Estados Unidos, além da demanda de compradores institucionais e de varejo na Colômbia e na América Latina, de acordo com Fangman.

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