Internacional

China mira mais tarifas de exportação para esfriar setor de aço

Possíveis tarifas em discussão variam de 10% a 25%, e os produtos incluem bobina a quente

China estuda impor mais tarifas sobre exportações
Por Phoebe Sedgman
27 de Julho, 2021 | 08:44 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A China estuda impor mais tarifas sobre as exportações de aço para atingir o duplo objetivo de reduzir a produção doméstica e controlar a alta dos preços que reforça a preocupação com a inflação.

As possíveis tarifas em discussão variam de 10% a 25%, e os produtos incluem bobina a quente, segundo duas pessoas a par do assunto, que pediram anonimato. As autoridades buscam implementar as tarifas no terceiro trimestre, embora estas ainda estejam sujeitas à aprovação final, disse uma das pessoas.

A maior indústria siderúrgica do mundo já eliminou descontos em impostos de exportação e elevou tarifas para alguns produtos a partir do início de maio para garantir a oferta doméstica. As novas tarifas terão como alvo alguns produtos não cobertos pela rodada anterior, de acordo com uma das fontes.

A agência alfandegária da China não respondeu de imediato a um fax com pedido de comentário sobre os planos.

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“A mensagem que isso envia ao mercado é que existe risco moral entre produtores de aço plano chineses, que podem se sentir tentados a ignorar as ordens do governo devido às margens extremamente amplas”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities. Exportadores de aço laminado plano da China poderiam absorver uma tarifa de até 20%, embora produtores menores e com custo marginal mais alto seriam afetados, disse.

A China, maior exportador mundial de aço, conduz uma reforma industrial para reduzir a produção em 2021 e as emissões de carbono de uma de suas indústrias mais poluentes. O foco na oferta doméstica vem na esteira do aumento da demanda, que elevou os preços para um recorde no início do ano, e pode apertar mercados globais marcados pelos ganhos do aço à medida que economias se recuperam da pandemia.

Fora da China, os mercados mostram o maior rali do aço em uma geração. Os preços na Europa e na América do Norte batem recordes enquanto governos gastam com estímulos e infraestrutura. Usinas se esforçam para aumentar a oferta depois da paralisação durante a pandemia, e produtores ocidentais não estão interessados em expandir capacidade depois de enfrentar anos de preços baixos e fechamentos.

Na China, autoridades implementaram uma série de restrições à produção como parte da meta de zerar as emissões líquidas. Mas o resultado foi um aumento do volume produzido no primeiro semestre - a caminho de superar o recorde do ano passado - devido ao receio da escalada das restrições e escassez. Isso elevou os preços do aço, incentivando usinas a continuarem produzindo grandes volumes, e coincidiu com a forte demanda dos setores de manufatura e construção.

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“Se as medidas forem implementadas, isso inevitavelmente enfraquecerá o entusiasmo pelas exportações”, disse Ban Peng, analista da Maike Futures. “Mas pode não ser adequado para cobrir o potencial déficit criado pelos cortes esperados na produção de aço bruto na China no segundo semestre. Os preços domésticos continuarão fortes no resto do ano.”

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