Estilo de vida

Itália exige comprovante de vacinação para jantares e lazer

Estabelecimentos devem pedir documento chamado “passe verde” para que cidadãos frequentem suas dependências

Governo italiano determina que atividades em ambientes internos ou propensos a lotação, como estádios.
Por Alessandro Speciale e Daniele Lepido
24 de Julho, 2021 | 08:18 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — (Bloomberg) Em meio a infecções pela variante delta, a Itália restringirá diversas atividades de lazer a cidadãos que não estiverem vacinados contra a Covid-19 ou que não tenham um teste negativo recente para o vírus.

O gabinete do primeiro-ministro Mario Draghi decidiu, na quinta-feira, que o chamado “passe verde” será necessário para jantares em ambientes internos ou para entrar em locais lotados, como teatros, estádios, cinemas, academias ou museus. Esses passes são atualmente fornecidos a pessoas que receberam uma dose, se recuperaram de Covid-19 ou testaram negativo nas últimas 48 horas. As novas normas entram em vigor em 6 de agosto.

“O uso de comprovantes de vacinação é necessário para manter a economia aberta”, disse Draghi em entrevista à imprensa. “Não vacinar significa uma chance de morrer ou de causar a morte de outros. Não vacinar significa ter um novo lockdown”.

A decisão foi tomada em um momento em que a Itália se esforça para salvar o turismo de verão e manter a economia aberta, apesar do aumento de casos de coronavírus. O país registrou 5.057 novas infecções na quinta-feira, mais que o dobro do número da semana anterior. A ministra de Assuntos Regionais da Itália, Mariastella Gelmini, declarou em entrevista ao jornal Corriere della Sera que, graças ao passe verde, o número de pessoas vacinadas vai aumentar.

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Draghi enfatizou que a economia italiana está se recuperando mais rápido que o esperado e está em um ritmo mais acelerado que alguns de seus pares na Europa. Mais da metade da população italiana está completamente vacinada, disse.

Novos limites

O governo também modificou os limites que automaticamente acionam as restrições a negócios e os lockdowns parciais por região, com foco na ocupação hospitalar em vez do número de novos casos. Segundo as regras anteriores, diversas regiões – incluindo Roma – já teriam restrições parciais a partir deste fim de semana.

Permitir atividades sociais apenas para quem se vacinou é muito controverso dentro da já fraturada coalizão governamental da Itália, e essa foi uma decisão criticada por Matteo Salvini, líder da Liga Norte – partido político de extrema-direita – e um dos principais apoiadores de Draghi. Ainda assim, os ministros da Liga apoiaram as novas normas.

Medidas semelhantes anunciadas na França pelo presidente Emmanuel Macron incentivaram os protestos, mas também aumentaram drasticamente os agendamentos de vacinas. Os protestos começaram na quinta-feira à noite no norte da cidade de Turim após o anúncio de Draghi, e outros protestos devem ocorrer na sexta-feira.

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