(Bloomberg) A alta demanda por gás natural liquefeito na Ásia impulsiona os preços na Europa, que tem de competir pelas cargas disponíveis justo quando a baixa produção eólica aumenta a procura por gás para a geração de energia.
Os preços do GNL asiático estão bem acima de US$ 14 por milhão de unidades térmicas britânicas, enquanto os preços no centro holandês são cotados em cerca de US$ 12,5. Essa dinâmica atrai as cargas disponíveis da bacia do Atlântico para a Ásia, tanto das fábricas quanto dos terminais de importação da Europa.
“Os baixos estoques, oferta fraca e fortes preços do JKM (Japan Korea Marker) da Ásia continuam sustentando os preços do gás europeu, e mais ganhos são prováveis”, disse a Engie EnergyScan em relatório sobre a referência regional para o GNL à vista.
Continua sendo mais rentável enviar GNL dos EUA para o Norte da Ásia do que para a Europa, segundo dados da BloombergNEF.
A demanda por GNL também é forte na América Latina devido à baixa geração de energia hidrelétrica no Brasil e temperaturas abaixo do normal durante o inverno na Argentina.
O Gaslog Chelsea, um navio-tanque com GNL dos EUA que deveria chegar a Roterdã em 26 de julho, foi desviado no meio do Atlântico para a Bahía Blanca, na Argentina.
A expectativa agora é de que as quatro cargas sejam reexportadas dos terminais de importação de GNL da Espanha em agosto em relação a duas em julho e três esperadas para o mês que vem, com base em dados até quarta-feira da operadora Enagás, indicando que a tendência para recarregamentos deve permanecer por enquanto.
Altas temperaturas, fracos ventos e a recuperação econômica elevam a geração de energia elétrica a gás do Reino Unido em níveis acima do padrão sazonal. A média diária de carga de energia do Reino Unido está perto do nível mais alto em quase um mês, segundo dados das redes.
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