Internacional

Yellen tem prazos conflitantes para imposto corporativo global

G20 planeja finalizar detalhes de uma alíquota mínima global e uma reformulação das regras tributárias internacionais em uma cúpula no final de outubro

Média global de impostos corporativos tem apresentado queda há quatro décadas
Por MacKenzie Hawkins e Laura Davison
21 de Julho, 2021 | 03:02 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, terá que administrar duas negociações delicadas no quarto trimestre em torno do acordo para o imposto corporativo global, cada uma com prazos conflitantes que podem ameaçar a aprovação final do pacto.

O G20 planeja finalizar os detalhes de uma alíquota mínima global e uma reformulação das regras tributárias internacionais em uma cúpula no final de outubro. Nessa época, congressistas democratas esperam aprovar um projeto de lei de US$ 3,5 trilhões, que é a única chance do partido de concretizar a agenda econômica do presidente dos EUA, Joe Biden. Qualquer mudança nos parâmetros de uma negociação pode colocar a outra em risco.

Parlamentares dos EUA têm receio de aprovar qualquer legislação até que tenham garantias sólidas de mais de 130 países de que também mudarão suas leis. Agir rápido demais pode colocar os EUA em desvantagem, segundo democratas de peso, como o presidente do Comitê de Assuntos Tributários da Câmara, Richard Neal.

Mas se os democratas não elevarem o imposto mínimo global dos EUA como parte do projeto de lei mais amplo - mesmo que ainda haja incerteza sobre o acordo final do G20 na época -, podem não ter outra oportunidade de fazê-lo por anos caso os republicanos retomem o controle do Congresso ou parte dele nas eleições de meio de mandato de 2022.

PUBLICIDADE

“Muitos países observam com muito cuidado o que o governo será capaz de alcançar no Congresso em algumas das promessas que são importantes para o acordo global”, disse Manal Corwin, especialista da KPMG.

Se Yellen for bem-sucedida em conseguir essa mudança, poderá ser uma das responsáveis por uma das reformas mais transformadoras do sistema tributário americano e global: uma alíquota mínima que ajudará a impedir a evasão fiscal corporativa e reduzir o poder dos paraísos fiscais como parte do uma revisão mais ampla das regras que regem a tributação das empresas.

A participação dos EUA no acordo global, supervisionado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, é crítica para seu sucesso.

Leia mais em bloomberg.com

PUBLICIDADE