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Startups de tecnologia espacial têm captação recorde com investidas de Bezos, Branson e Musk no setor

Em jogo está um mercado de US$ 200 bilhões que abrange empresas que criam produtos e serviços para uso na Terra, em órbita ou para exploração espacial e missões de colonização

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(Bloomberg) Empreendedores espaciais bilionários como Jeff Bezos, Richard Branson e Elon Musk elevaram o perfil do público e a plausibilidade das viagens espaciais comerciais nos últimos anos. O hype ajudou a alimentar uma onda de financiamento em startups que constroem a infraestrutura para trazer a nova corrida espacial da ficção científica para a realidade.

A tecnologia relacionada ao espaço é um mercado de US$ 200 bilhões que abrange empresas que criam produtos e serviços para uso na Terra, em órbita ou para exploração espacial e missões de colonização. O investimento de capital de risco nessas empresas atingiu recorde de US$ 5,5 bilhões em 2020, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado PitchBook. O setor está a caminho de superar essa marca, com US$ 3,6 bilhões arrecadados em 94 negócios nos primeiros seis meses deste ano.

Na semana passada, Branson completou um voo teste suborbital a bordo do VSS Unity da Virgin Galactic Holdings e Bezos faz sua própria jornada ao espaço na terça-feira, em um foguete feito por sua empresa Blue Origin. Golpe de marketing ou não, o aumento da atenção ao redor do setor ajudou a estimular a inovação e um aumento de capital para empresas que buscam estabelecer as bases para a infraestrutura espacial.

“A maré alta levanta todos os barcos”, disse Daniel Ceperley, cofundador e CEO da LeoLabs, empresa que fornece serviços de rastreamento por radar para objetos em órbita baixa da Terra.

A maior parte do capital tem sido historicamente canalizado para empresas focadas em tecnologia para uso na Terra, incluindo comunicações e imagens de satélite, monitoramento da Terra e análises geoespaciais. No entanto, as ambições crescentes de explorar além de nosso planeta natal estão alimentando o que se espera que seja uma vibrante “economia espaço-para-espaço”, escreveu o analista do Pitchbook, Ryan Vaswani, em relatório recente.

O novo interesse pode beneficiar empresas como a LeoLabs, que possui radares no Alasca, Texas, Nova Zelândia e Costa Rica que rastreiam objetos em órbita, de satélites a pequenos destroços, ajudando a prevenir colisões. A startup arrecadou US$ 65 milhões em financiamento em junho liderada pela Insight Partners e Velvet Sea Ventures.

Esses avanços são apenas o começo, de acordo com Vaswani, citando a possibilidade de estações espaciais comerciais, serviços de remoção de detritos espaciais e fabricação no espaço emergirem até 2035, conforme os custos de lançamento se tornem mais baratos.

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