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Viagens no pós-pandemia: Recuperação de companhias áreas pode levar anos na Ásia

Previsão é de que apenas em 2024 as viagens aéreas internacionais na região voltem ao nível pré-coronavírus

Asia's jet fuel margins are still far from pre-Covid-19 levels
Por Elizabeth Low
15 de Julho, 2021 | 12:39 pm
Tempo de leitura: 2 minutos
Turismo fortes perdas e afetam ganhos das companhias aéreas na Ásiadfd

(Bloomberg) - As viagens aéreas na Ásia podem levar outros três anos para se recuperarem totalmente do impacto da pandemia, uma desvantagem em relação à retomada em outras regiões que representa um grande obstáculo a refinarias que processam combustível de aviação.

A previsão é de que apenas em 2024 as viagens aéreas internacionais na região voltem ao nível pré-coronavírus, um ano após o tráfego global atingir esse marco, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo. Da mesma forma, a consultoria Energy Aspects afirma que o consumo de combustível de aviação alcançará os volumes pré-pandemia apenas em 2023-2024.

O prazo mais longo destaca as dificuldades enfrentadas pela Ásia e as prováveis consequências para o combustível de aviação, uma parte tradicionalmente valorizada do mercado de derivados de petróleo. Baixas taxas de vacinação em muitos países, o desafio representado pela variante delta de rápida propagação e lockdowns persistentes atrasaram a recuperação, mesmo com os EUA e a Europa avançando. Tudo isso significa que a indústria de aviação da Ásia não deve oferecer apoio significativo às refinarias da região, que processam petróleo do Oriente Médio e de outros lugares em combustíveis.

Tanto a América do Norte quanto a Europa têm observado forte demanda na temporada de férias, e a União Europeia relaxou as regras de quarentena e de lockdowns, de acordo com Mayur Patel, diretor regional de vendas para o Japão e Ásia-Pacífico da OAG, uma empresa de análise do setor de aviação. “Infelizmente, o mesmo não pode ser dito da Ásia, onde o baixo nível de taxas de vacinação, lockdowns repentinos e regulamentações inconsistentes frustram qualquer tentativa real de recuperação”, disse.

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Justo nesta semana, a Indonésia - maior economia do Sudeste Ásiático - ultrapassou a contagem de casos de covid-19 diários da Índia, marcando um novo epicentro para a variante delta, vista como altamente contagiosa. A Malásia busca controlar um novo surto, enquanto Seul, na Coreia do Sul, impôs as restrições mais rigorosas desde o início da pandemia, e o Japão se prepara para sediar os Jogos Olímpicos sem espectadores.

O uso de combustível de aviação na Ásia respondeu por um terço do consumo global em 2019, de acordo com a Energy Aspects. Atualmente, os números gerais de voos da região - domésticos e internacionais - equivalem a 70% dos níveis pré-vírus, mas, se a China for excluída, correspondem a apenas 40%, de acordo com o analista George Dix. “Atualmente, esperamos que a demanda de jatos asiáticos não alcance os níveis pré-pandemia até 2023-2024, embora as viagens domésticas devam se recuperar em grande parte até o final de 2022.”

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