ESG

Reino Unido atrasa detalhes de políticas ambientais e afeta investimentos

Estratégias sobre aquecimento, hidrogênio e transporte sem carbono devem ser publicadas antes que o país receba a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26)

Atrasos em políticas influenciarão o plano de 12 bilhões de libras (US$ 17 bilhões) do primeiro-ministro, que incentivará o setor de sustentabilidade e abordará a mudança climática
Por Rachel Morison
13 de Junho, 2021 | 06:45 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

(Bloomberg) — A Confederação da Indústria Britânica (CBI, na sigla em inglês) solicitou que o governo publicasse antes de novembro diversas políticas climáticas essenciais que estão atrasando investimentos em sustentabilidade no valor de bilhões de libras.

As estratégias sobre aquecimento, hidrogênio e transporte sem carbono devem ser publicadas antes que o Reino Unido receba a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) em cinco meses, afirmou o lobby de 190 mil empresas do Reino Unido na segunda-feira.

“O atraso de algumas dessas estratégia está afetando o investimento”, afirmou Rain Newton-Smith, economista-chefe da CBI. “Nosso nível geral de investimento em negócios dentro da nossa economia é um dos mais fracos do G7, e isso é algo que realmente precisamos abordar”, disse.

Algumas das políticas atrasadas influenciarão o plano de 12 bilhões de libras (US$ 17 bilhões) do primeiro-ministro Boris Johnson de novembro, que incentivará o setor de sustentabilidade e abordará a mudança climática. O Reino Unido precisará garantir que seus planos de emissão zero possuem integridade suficiente para influenciar outros países na conferência em Glasgow.

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A estratégia de aquecimento e construção do país é esperada há meses e pode incluir novas normas para incentivar as pessoas a trocarem as caldeiras a gás natural por bombas mais caras para aquecerem suas casas. O governo quer instalar 600.000 bombas de aquecimento por ano até 2028, porém não existe estrutura para fazê-lo, afirmou a CBI.

O grupo também exige a descarbonização do transporte, de forma a incluir um plano de fabricação de veículos elétricos e uma meta de sete fábricas de baterias de grande escala no Reino Unido. O governo se comprometeu a abrir no mínimo uma grande fábrica e está decidindo como alocar 500 milhões de libras para financiar o setor.

A estratégia de hidrogênio deve liberar até 11,4 bilhões de libras (US$ 16,1 bilhões) de gastos em novas produções até 2035, segundo a Deloitte LLP. Os investidores esperam ver planos de subsídio do governo para iniciar a construção.

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