AB InBev cresce menos que o esperado em volumes com demanda fraca na China e nos EUA

Maior cervejaria do mundo registrou avanço orgânico de apenas 0,4% nos volumes do terceiro trimestre, em meio à retração do consumo de cerveja em mercados importantes, mas superou as projeções de receita com crescimento de 4,9% e manteve sua previsão de expansão de até 8% no Ebitda para o ano

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Bloomberg — A Anheuser-Busch InBev registrou um crescimento lento nos volumes no último trimestre, uma vez que as vendas fracas de cerveja na China e nos EUA compensaram o crescimento em outras regiões da maior cervejaria do mundo.

A fabricante da Stella Artois e da Budweiser registrou um aumento de 0,4% nos volumes orgânicos no período, informou a empresa nesta quinta-feira (29), ficando aquém das expectativas dos analistas.

O crescimento na América Latina e na categoria de produtos não cervejeiros da AB InBev, que inclui coquetéis enlatados e refrigerantes, foi compensado por uma queda nos volumes de cerveja, particularmente na China, onde o mau tempo desestimulou as pessoas a beberem em bares e restaurantes. Os volumes na China despencaram quase 17%.

Os resultados da AB InBev ecoam os da rival dinamarquesa Carlsberg, que também atribuiu a queda nos volumes e o desempenho abaixo das estimativas dos analistas no trimestre às fortes chuvas na China.

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As ações da AB InBev caíram até 3,4% em Bruxelas, enquanto as da Carlsberg registraram queda de até 2,7% em Copenhague.

A AB InBev está combatendo a fraca demanda por cerveja em alguns mercados desenvolvidos, concentrando-se em “megamarcas” como Corona e Michelob Ultra, bem como em mercados emergentes, para impulsionar o crescimento. A AB InBev informou que 60% do crescimento do volume da Michelob Ultra veio de mercados fora dos EUA no terceiro trimestre.

O crescimento orgânico da receita do grupo atingiu 4,9% no terceiro trimestre, superando as expectativas, enquanto o lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização ficou abaixo das estimativas.

A AB InBev manteve sua previsão de crescimento de até 8% no Ebitda para o ano. A cervejaria também aumentou seu dividendo intermediário de € 0,15 para € 0,40 na quinta-feira, citando um balanço patrimonial mais sólido e um fluxo de caixa livre mais robusto.

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A AB InBev “absorveu a fraqueza na Ásia, apresentando mais um trimestre de volumes positivos”, afirmou Edward Mundy, analista de ações da Jefferies, em uma nota. Ele acrescentou que os investidores continuam subestimando a estratégia de premiumização das “megamarcas” da empresa, que possibilita seu crescimento.

A Heineken surpreendeu os investidores na quarta-feira (28) com um salto maior do que o esperado nos volumes do terceiro trimestre, impulsionado por uma forte aceitação da cerveja na Ásia e por uma melhora nas Américas.

O aumento dos custos do dia a dia e as preocupações com os impactos negativos do consumo de álcool na saúde estão forçando as empresas do setor a diversificar seus portfólios e buscar crescimento em outras áreas. A AB InBev está se expandindo para o segmento de bebidas prontas para consumo, incluindo os coquetéis Cutwater e a NÜTRL, uma bebida alcoólica à base de vodca.

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