Bolsas globais recuam com pressão sobre chips e expectativa por balanços de Wall St

Forte desvalorização de Samsung e SK Hynix levou o principal índice acionário da Ásia ao menor nível desde agosto, em meio a preocupações com a concorrência chinesa e a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial

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Bloomberg — A onda de vendas de ações de fabricantes de chips se estendeu por mais um dia, pressionando os mercados acionários globais, enquanto os operadores também se preparavam para que os bancos de Wall Street dessem início à temporada de divulgação de balanços nos EUA.

A queda acentuada das gigantes do setor de memória, Samsung e SK Hynix, levou o índice de referência da Ásia ao seu nível mais baixo desde agosto.

Os futuros do Nasdaq 100 caíram 0,6%. Um fundo negociado em bolsa (ETF) que acompanha as ações do setor de semicondutores caminhava para o sexto dia consecutivo de perdas.

O Stoxx 600 europeu contrariou a tendência, subindo 0,5% devido ao alívio causado pela queda nos preços do petróleo e nos rendimentos dos títulos. Os contratos do S&P 500 apresentaram poucas variações.

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Um importante segmento do mercado de inteligência artificial está sob pressão, à medida que os operadores reavaliam se o ritmo de investimento nessa tecnologia pode ser sustentado em um cenário de crescentes preocupações com a segurança e sinais de dificuldades de financiamento.

As vendas entre as grandes fabricantes asiáticas de chips se intensificaram na terça-feira (13), após uma reportagem de que a rival chinesa CXMT obteve avanços no desenvolvimento de uma memória na qual a Samsung e a SK Hynix também estão trabalhando. A notícia surgiu menos de um dia depois que o presidente da Broadcom afirmou que muitos investidores em IA têm pouca compreensão do que estão apostando.

“Se o foco for principalmente a concorrência da China, o impacto negativo deve se limitar em grande parte ao setor de memória e poderia até mesmo beneficiar outras partes da cadeia de suprimentos de IA”, afirmou Wolf von Rotberg, do J Safra Sarasin. Ainda assim, “a volatilidade no setor de tecnologia torna cada vez mais importante a confirmação das orientações de gastos de capital das hiperescaladoras”.

Enquanto isso, as grandes ações do setor bancário dos EUA estão firmemente em território de correção, à medida que o Citigroup, o Goldman Sachs Group, o JPMorgan Chase e o Wells Fargo se preparam para divulgar seus resultados antes da abertura do mercado. O Índice KBW Bank caiu cerca de 12% em relação ao pico registrado em meados de agosto, ultrapassando o limite de 10% para uma correção técnica.

As instituições financeiras têm sido afetadas pela volatilidade nos mercados de títulos, à medida que as taxas de rendimento subiram para os níveis mais altos em décadas, ao mesmo tempo em que enfrentam o impacto das taxas elevadas sobre cartões de crédito, hipotecas e financiamentos de automóveis.

“A qualidade da carteira de empréstimos, a atividade nos mercados de capitais e as operações de negociação estarão em grande destaque, já que todos esses três fatores podem ter se enfraquecido”, afirmou von Rotberg, do J Safra Sarasin. “Elas precisam demonstrar que o crescimento dos empréstimos permanece forte e que a receita líquida de juros continua a aumentar, a fim de reverter a recente tendência de queda.”

De maneira mais ampla, dados compilados pela Bloomberg Intelligence mostram que as empresas do S&P 500 devem registrar um salto de 25% nos lucros do terceiro trimestre em relação ao ano anterior. Ainda assim, as expectativas elevadas significam que o crescimento dos lucros, por si só, pode não ser suficiente para impulsionar os preços das ações, de acordo com Linh Tran, da XS.com.

“Os investidores prestarão mais atenção ao grau em que os resultados superam as previsões e se as empresas conseguem sustentar o crescimento, conforme refletido na receita, nas margens de lucro e nas perspectivas de negócios para os próximos trimestres”, afirmou Tran.

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-- Com informações da Bloomberg News.

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