Bloomberg — Uma família responsável por uma fortuna no setor de equipamentos de aquecimento na Alemanha adquiriu uma participação no FC Bayern München, tornando-se o quarto acionista externo do famoso time de futebol.
A Viessmann Generations Group está adquirindo uma participação de 5%, que aumentará para pouco menos de 6,7% após um aumento de capital.
O negócio avalia o clube em cerca de € 4 bilhões, segundo fontes a par do assunto ouvidas pela Bloomberg News. As partes não divulgaram os termos financeiros em um comunicado divulgado na quinta-feira (22). Um porta-voz do Bayern de Munique se recusou a comentar.
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A avaliação do Bayern de Munique é uma das maiores do futebol, mas ainda assim é superada por rivais. Em agosto, o Fenway Sports Group vendeu uma participação minoritária no Liverpool FC a um grupo liderado pelo cofundador da Amazon, Jeff Bezos, por uma avaliação de US$ 6 bilhões. O Real Madrid está avaliado em US$ 7,7 bilhões, enquanto o FC Barcelona e o Manchester United estão avaliados em cerca de US$ 6,5 bilhões, de acordo com dados do Sportico.
Johann Viessmann fundou o Grupo Viessmann em 1917. Seu neto, Martin, e sua família possuem uma fortuna de US$ 16,1 bilhões, de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg.
A Viessmann junta-se à Adidas, à Volkswagen e à Allianz como acionista. Como parte do acordo, Max Viessmann passará a integrar o conselho fiscal do FC Bayern, acrescentou o comunicado. A Volkswagen considerou recentemente a venda de sua participação, que detém por meio de sua subsidiária Audi, como parte de um esforço de reestruturação.
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Os quatro acionistas minoritários do clube deterão agora um total de 30% das ações, ficando o FC Bayern München com os 70% restantes.
O investimento da Viessmann em um dos times de futebol mais valiosos do mundo ocorre em um momento em que investidores externos, incluindo fundos de private equity, têm enfrentado dificuldades para entrar no mercado de futebol alemão.
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A Blackstone e a CVC Capital Partners retiraram-se das licitações para um contrato de direitos de mídia de futebol no país após intensos protestos de torcedores em 2024, e as regras de propriedade para clubes alemães continuam a desestimular investimentos privados estrangeiros.
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