Rússia e Ucrânia mantêm ataques enquanto Zelensky renova apelo aos EUA

Donald Trump pressionou o presidente ucraniano a interromper a ofensiva contra refinarias russas, mas não exigiu que Vladimir Putin parasse de bombardear o vizinho

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Bloomberg — Rússia e Ucrânia continuaram trocando ataques neste final de semana. Volodymyr Zelensky afirmou estar pronto para novas negociações com os Estados Unidos e voltou a pedir que Washington pressione Moscou.

O presidente ucraniano disse que as forças russas atingiram subestações nas regiões de Vinnytsia, Zhytomyr, Khmelnytskyi e Odesa, deixando dezenas de milhares de famílias sem energia. Dois moradores morreram e outros 12 ficaram feridos após ataques a edifícios residenciais durante a noite, afirmou Zelensky em uma publicação no X neste domingo (18).

Rússia e Ucrânia intensificaram os ataques apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito na semana passada que os dois países haviam concordado com um “cessar-fogo energético”. Zelensky afirmou depois que encerraria uma pausa de três dias nos ataques às refinarias russas. Já o líder russo, Vladimir Putin, declarou na sexta-feira (16) que as forças de seu país deveriam continuar os ataques em larga escala contra instalações industriais militares e centros logísticos da Ucrânia.

No noroeste da Rússia, equipes de emergência tentavam apagar incêndios no terminal petrolífero de São Petersburgo e em outras instalações industriais, informou Alexander Beglov, governador da segunda maior cidade do país, em uma publicação no Telegram. Um total de 145 drones foi abatido na região ao redor da cidade, e instalações de energia foram danificadas, segundo o governador regional, Alexander Drozdenko.

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Nas últimas 24 horas, as forças russas abateram 1.256 veículos aéreos não tripulados e sete mísseis de cruzeiro Flamingo, informou o Ministério da Defesa da Rússia, segundo a agência estatal Tass. O Estado-Maior da Ucrânia afirmou que 152 drones foram interceptados durante a noite.

Um incêndio atingiu um centro logístico da plataforma de comércio eletrônico Ozon, em São Petersburgo. Os funcionários foram retirados do local e ninguém ficou ferido, informou a Interfax neste domingo, citando a empresa. A agência também afirmou que um centro de dados usado pela rede social VK foi atacado.

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O Ministério da Defesa da Rússia afirmou no Telegram que suas forças atacaram um centro logístico da Nova Poshta na cidade de Rivne, no oeste da Ucrânia, além de um navio de carga no mar Negro, perto de Odesa.

Com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos se aproximando, Trump disse neste mês que havia chegado a um acordo com Putin para permitir a venda de diesel aos mercados americano e global, numa tentativa de reduzir os preços dos combustíveis. Enquanto isso, a Rússia continuou a atacar cidades ucranianas, com investidas contra o fornecimento de energia e água.

Trump pressionou Zelensky a interromper os ataques às refinarias russas, que estão entre os meios mais eficazes da Ucrânia para prejudicar a economia de guerra do Kremlin. No entanto, não exigiu que Putin parasse de bombardear a Ucrânia. Na sexta-feira, deu sequência ao acordo sobre o diesel ao suspender novas tarifas e sanções contra a Rússia.

“É uma pena, é claro”, disse Zelensky neste domingo, em entrevista à NBC. “Espero que ele mude suas decisões e sua postura em relação a Putin.”

Se os Estados Unidos tomassem o lado da Rússia, isso seria um “erro histórico”, e a Ucrânia não conseguiria prevalecer, afirmou Zelensky. Ele acrescentou que o compartilhamento de informações de inteligência havia sido retomado depois de ficar bloqueado “por algum tempo”.

O líder ucraniano disse que os Estados Unidos queriam se reunir para conversar. As negociações poderiam ocorrer em Bruxelas já na terça ou na quarta-feira.

“Estou totalmente aberto a isso”, disse Zelensky.

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