Goldman Sachs aponta fatores que fazem de joias e relógios de luxo um investimento

Relatório do banco americano destaca que nem todas as peças de marcas prestigiadas têm potencial de valorização ou são consideradas itens de coleção, e recomenda avaliar fatores como raridade, procedência, autenticidade e conservação

Bloomberg Línea — Nem todas as joias ou relógios de luxo brilham. Embora costumemos pensar que esses objetos mantêm seu valor com o passar do tempo e podem até ser um investimento, nem sempre são peças de coleção ou um ativo.

Então, o que faz com que um relógio ou uma joia valha a pena? Para responder a essa pergunta, o Goldman Sachs lançou Além do brilho, um guia para a compra e o colecionismo de joias e relógios de luxo.

“Para quem já possui essas peças ou deseja começar uma coleção, o fundamental é administrá-las de forma consciente: saber o que se tem, documentá-las adequadamente, protegê-las e recorrer a especialistas quando necessário”, afirma o documento.

⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.

O guia destaca que, embora o mercado desses objetos tenha decolado, comprar uma peça de uma marca reconhecida não garante que seu valor aumente com o passar do tempo ou que ela se torne um item de coleção. Para que isso ocorra, é necessário que outros fatores estejam presentes, como a raridade, a autenticidade, o estado de conservação e a demanda do mercado.

“O nome da marca, por si só, não é suficiente”, destaca ela. “Os clientes ficam surpresos ao descobrir que uma peça muito cara de uma marca de prestígio não é considerada um item de coleção com potencial de investimento”, observou Monica Heslington, diretora de Estratégia de Arte e Colecionáveis do Escritório de Gestão Patrimonial Familiar da Goldman.

Cinco fatores para saber se um relógio ou uma joia tem valor de coleção

Para determinar se uma peça possui esse potencial, o documento apresenta cinco fatores que podem contribuir para que um relógio ou uma joia se valorize com o passar do tempo.

  • Raridade
  • Importância histórica e proveniência
  • Artesanato
  • Estado de conservação: mesmo que tenha seus componentes originais
  • Autenticidade

Além disso, o guia Beyond the Sparkle: A Guide to Buying and Collecting Luxury Jewelry and Watches recomenda recorrer a especialistas independentes, distribuidores ou casas de leilão para identificar peças “excepcionais” que possam manter seu valor a longo prazo.

Como proteger uma coleção

A Goldman Sachs destaca que esses objetos exigem um planejamento patrimonial cuidadoso, independentemente de se tratar de uma única peça ou de uma coleção mais extensa.

Para administrá-la, recomenda-se manter bem organizados alguns aspectos que facilitam as avaliações, a aquisição ou uma eventual venda. Entre eles, destaca-se a manutenção de um inventário organizado e atualizado, o que facilita tarefas como a contratação de seguros ou o cálculo de impostos.

Outro aspecto crucial é manter as avaliações em dia, pois elas costumam ser o primeiro passo para elaborar um plano patrimonial eficaz. “Conhecer o valor de mercado atual de uma coleção permite calcular com maior precisão os impostos e a liquidez necessários ao avaliar diferentes estratégias de planejamento”.

Também é importante guardar todos os documentos ao comprar uma peça, seja diretamente da marca ou no mercado de segunda mão. “Esses documentos podem ser fundamentais para autenticar as peças, facilitar sua revenda futura e manter um registro do custo de aquisição para fins fiscais”.

Caso as peças estejam seguradas, é preciso verificar detalhadamente os limites da apólice; muitas vezes, joias e relógios exigem produtos que os protejam durante as viagens.