Bloomberg — O senador Flávio Bolsonaro lidera a disputa pela Presidência contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições, embalado pelo desempenho surpreendente no primeiro turno.
Flávio teria 53% dos votos válidos no segundo turno, ante 47% de Lula, segundo a pesquisa AtlasIntel para a Bloomberg News publicada nesta sexta-feira (9).
O senador obteve cerca de 47% dos votos válidos, ante 45% de Lula, no primeiro turno de domingo. Aliados conservadores, por sua vez, dominaram as disputas pelo Congresso.
Uma vitória de Flávio faria o maior país da América Latina se somar à guinada à direita na região, marcada pela eleição de aliados conservadores do presidente dos EUA, Donald Trump, no Chile, na Colômbia e no Peru.
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Os mercados avançaram com o resultado do primeiro turno, com investidores apostando que Flávio tem maior probabilidade de adotar políticas para enfrentar a deterioração da situação fiscal e, com o tempo, abrir espaço para juros mais baixos.
Flávio, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu desde então o apoio de vários partidos de centro e centro-direita para o segundo turno.
Lula, por sua vez, afirmou que pretende buscar os cerca de 33 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno e, em uma série de publicações nas redes sociais, pediu que compareçam às urnas no segundo turno de 25 de outubro.
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Flávio promete políticas mais duras de segurança, laços mais estreitos com os EUA e uma guinada conservadora mais ampla no país. Entre os nomes cogitados para comandar a economia brasileira em caso de vitória estão Marcelo Kayath, Mansueto Almeida, Roberto Campos Neto e Alexandre Bettamio, segundo publicou a Bloomberg News na quinta-feira, com base em pessoas a par do assunto.
Lula, em contraste, faz campanha em defesa de maior proteção social, dos direitos dos trabalhadores e de uma política externa multilateral, características que marcaram boa parte dos períodos em que esteve no poder.
O presidente ampliou benefícios sociais e proibiu as apostas online antes do primeiro turno, em uma tentativa de aliviar a pressão sobre as famílias que enfrentam endividamento e alta do custo de vida.
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A economia, porém, continua entre os maiores desafios. A inflação e o elevado custo do crédito pressionam os consumidores justamente quando o crescimento perde força, o que amplia as dificuldades de uma campanha que Lula descreveu como “a mais desorganizada” de todas as que disputou ao longo de décadas de carreira política.
O AtlasIntel ouviu 5.026 eleitores entre 3 e 8 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95%, margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03663/2026.
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