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Criptoativos DeFi: dicas de especialistas

As finanças descentralizadas costumam gerar dúvidas nos investidores não familiarizados com essa tecnologia

Investidores não familiarizados com criptoativos devem iniciar investimento com pouco capital até ganhar segurança
Tempo de leitura: 3 minutos

Por Gino Matos para Mercado Bitcoin

São Paulo — O bear market dos criptoativos está em curso. Isso significa que a onda de valorizações de 300% chegou temporariamente ao fim. Enquanto muitos investidores deixam o mercado após perdas amargas, outros usam o período de preços baixos para experimentar novas tecnologias. Entre elas a das finanças descentralizadas, ou DeFi.

Para o investidor que entrou no ciclo de alta, contudo, o segmento de DeFi pode ser confuso durante o momento de baixa. Para ajudar aqueles que decidiram aproveitar o bear market como aprendizado em cripto, especialistas compartilham algumas dicas.

Identificando sinais vermelhos

É comum que, em DeFi, projetos sejam criados por desenvolvedores anônimos. Até mesmo essas personas, no entanto, têm um histórico nesse mercado. Humberto Andrade, Trader Sênior do Mercado Bitcoin, aponta que o estudo da equipe por trás de um projeto é o primeiro lugar onde o investidor deve ir para identificar “sinais vermelhos”.

Outro ponto a ser avaliado é a comunidade interagindo com aplicações de DeFi. “Os ambientes DeFi são descentralizados. Então, aquele onde não houver comunidade engajada não é sustentável.” Andrade reforça a importância de conhecer como um ecossistema em DeFi funciona antes de alocar capital.

“Você precisa entender bem como se dará a remuneração, quanto tempo precisará deixar o dinheiro alocado até receber os rendimentos e, principalmente, onde conseguirá liquidar sua posição numa eventual necessidade de saída”, ressalta.

Fazendo o dever de casa

No mercado de criptomoedas, a melhor escolha, na maioria dos casos, é manter as coisas simples. Se o investidor não está familiarizado com um criptoativo, deve alocar pouco capital nele. Geralmente, também quase sempre, investidores iniciantes fazem o contrário, em busca de ganhos estratosféricos.

Andrade salienta que é importante entender o funcionamento de projetos da Web3. São diferentes dinâmicas de custódia, depósito, saque e retornos, diz. Não se deixar levar pelos rendimentos é outra boa estratégia. “É importante lembrar que, mesmo sendo um ambiente com rendimentos acima da média, há um nível de comparação dentro dos ecossistemas concorrentes.”

A dica do analista é para que o interessado faça um estudo aprofundado de um projeto antes de decidir pelo investimento.

Quanto investir?

Uma dúvida de investidores do mercado cripto é em relação à quantidade de criptoativos no portfólio. O volume de capital que deve ser alocado em cada ativo digital também gera questionamentos. Para Orlando Telles, sócio-fundador e membro da área de research da Mercurius Crypto, os investimentos em cripto devem sempre respeitar o nível de conhecimento do investidor.

“Quanto mais o usuário compreende sobre o que ele está investindo, melhor será a tomada de decisões. Compreensão do ativo, noção de volatilidade e o prazo/necessidade que o capital alocado no ativo digital possui”, comenta Telles. “Eu não cravo uma quantidade máxima de alocação, mas ela deve variar de acordo com esses conhecimentos.”

Sobre a parcela de moedas digitais presentes no portfólio, Telles é novamente flexível. O executivo defende a importância da diversificação, mas sempre dentro do entendimento que se tem do mercado. “Criptomoedas possuem uma facilidade de listagem, mas isso não significa que seja preciso comprar a maior parte delas.”

Na hora de investir em tokens de DeFi, Telles aconselha: avaliar a presença de investidores institucionais por trás do projeto e um bom desempenho ao longo dos anos, passando pelo teste de estresse pelo tempo.

Noções de segurança

Mesmo tomando cuidado na hora de selecionar esses projetos, usuários do ecossistema DeFi também precisam ter atenção com a segurança. Um ponto que passa despercebido por muitos são as permissões dadas a contratos inteligentes.

Carnak, especialista em finanças descentralizadas do portal Cripto Select, fala sobre a importância de revogar as permissões dadas a aplicações DeFi. “Toda vez que você interage com um contrato inteligente e ele envolve troca de tokens, é solicitada a permissão para que o contrato acesse sua carteira e troque os tokens.” Em alguns casos, entretanto, as permissões podem interagir com todos os criptoativos da carteira do usuário.

O especialista aconselha, então, que as aplicações onde o usuário não interage mais tenham as permissões revogadas. Ele fez uma lista de sites para revogar permissões das redes: Ethereum, BSC, Polygon e demais redes.

Além da preocupação com permissões demais em contratos inteligentes, usuários de DeFi devem sempre ficar atentos aos ataques de phishing. Phishing é um ataque de engenharia social, por meio do qual agentes mal-intencionados se passam por membros de um protocolo verdadeiro para tentar roubar credenciais das vítimas. Outras formas de phishing envolvem a criação de páginas falsas e o envio de e-mails com links também falsos.

A dica é salvar na barra de favoritos os sites mais utilizados e sempre acessar as aplicações através deles.

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