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Cardano deve manter brilho, apesar de queda no mercado

Nos últimos quatro anos, o mercado das moedas digitais mudou, acelerou, ganhou corpo e hoje se destaca em diversas frentes

Objetivo é de que Cardano seja uma solução completa de cripto, com uso como meio de pagamento e em contratos inteligentes
Tempo de leitura: 2 minutos

Por Matheus Mans para Mercado Bitcoin

São Paulo - Foi em agosto de 2021 que a ADA, token da blockchain Cardano, surpreendeu. Em uma arrancada pouco vista, a criptomoeda registrou alta de 20% em apenas 24 horas, renovando a máxima histórica para US$ 2,96. Nesse período, chegou a ser a terceira maior moeda em capitalização de mercado, com US$ 91,92 bilhões. Hoje, porém, enfrenta a crise do mercado e entrou em movimento de queda. Analistas, no entanto, avaliam que a Cardano ainda surpreenderá novamente positivamente.

A história da rede tende a ajudar nessa virada. Foi cofundada por Charles Hoskinson, famoso desenvolvedor que participou da criação da Ethereum até sair e criar a própria blockchain. A ideia é de que a Cardano seja uma solução completa de cripto, com foco na integração de inúmeras funcionalidades, como serviços de pagamento, leitura e execução de contratos inteligentes.

“A Cardano se tornou uma ótima blockchain e possui um token que funciona muito bem. Porém, por ser um projeto gigante e cheio de funcionalidades, gerou atrasos na entrega. Com isso, outras moedas implementaram e focaram em menores especializações, tirando um pouco o brilho da Cardano”, explica Fabio Louzada, economista, analista CNPI e fundador da Eu Me Banco, empresa de educação financeira.

Hoje, a Cardano enfrenta um enfraquecimento em duas frentes. A primeira é a crise no segmento de criptomoedas, esperando um cenário macroeconômico mais sustentável. A segunda é o desânimo do mercado com atrasos e problemas de desenvolvimento. Essa falta de desenvolvimento ainda gera dificuldades para a moeda, com traumas sofridos por investidores de promessas não cumpridas no passado.

“No cenário atual, em que o mercado de cripto está em ‘bear market’, o que indica um inverno cripto, com moedas caindo 80%, 90%, Bitcoin caindo 55%, ela sofrerá com todo o setor até que a situação macroeconômica se resolva, tenha mais claridade”, diz Andrey Nousi, analista financeiro certificado e fundador da Nousi Finance.

Recuperação

Apesar dos problemas e desafios à frente, especialistas avaliam que a moeda tem tudo para se recuperar. Há os nomes consolidados do mercado por trás, mas, principalmente, há bons projetos. “Eles pretendem ser a cripto mais utilizada no mundo para potencializar transferências para bilhões de pessoas”, explica Nousi. “Querem parcerias com países em desenvolvimento, principalmente na África, para levar serviços financeiros a quem não tem acesso a bancos”.

Louzada ressalta que as atualizações da blockchain também elevarão o otimismo em relação à Cardano. “Algo que pode fazer o preço da moeda subir é com o ‘Basho’, próxima atualização técnica da moeda, que promete trazer mais escalabilidade. Essa atualização está prevista para ser lançada entre o final de 2022 e início de 2023″, explica o analista. “Com os projetos sendo implementados, e com velocidade, a Cardano ganha corpo para estar entre as cinco maiores criptomoedas do ecossistema.

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