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Metaverso deve ampliar interação de publicidade com consumidor

Cheiro, toque e mais sensações tendem a fazer parte das novas criações publicitárias, na avaliação de alguns especialistas desse mercado

Metaverso abriga empresas que disputam cada vez mais a atenção de consumidores
Tempo de leitura: 2 minutos

Por Matheus Mans para Mercado Bitcoin

São Paulo - O entretenimento sempre esteve ligado ao mercado publicitário. Na tevê, no rádio e agora nas mídias digitais, como posts patrocinados no Facebook e no YouTube. Tudo, no mundo do entretenimento, tem espaço para a publicidade. Agora, com a chegada do metaverso, esse espaço tende a crescer.

O universo virtual tem movimentado o mundo das marcas. Muitas empresas estão aproveitando o metaverso para vender produtos ao mesmo tempo que buscam interagir com os consumidores. É uma plataforma que se abre, com inúmeras possibilidades futuristas.

“Essa nova plataforma amplia absurdamente o espaço para a criatividade. É um formato que vai desafiar, mas também aumentar a liberdade criativa. Por isso, várias agências já estão trabalhando nela”, comenta Mário D’Andrea, presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP). “Acredito que, no médio prazo, a publicidade vai encontrar no metaverso uma boa fonte de receita”.

Fim das barreiras

Atualmente, são vários os espaços dentro do metaverso que disputam a atenção de consumidores para emplacar especialmente novos produtos. “Por enquanto, o que está sendo feito são NFTs exclusivos das marcas, skins para uso no metaverso, compra de produtos que têm sua versão digital”, explica Saulo Camelo, dono da agência de publicidade e marketing Camelo Digital.

As possibilidades, a longo prazo, porém, são atraentes. Segundo os especialistas ouvidos, o metaverso deve eliminar as barreiras que existem hoje entre físico e digital. Hoje, por exemplo, há ainda aqueles consumidores que veem um produto no comércio eletrônico, mas preferem ir à loja conferir antes de decidir pela compra. Com o metaverso, isso acaba.

“Você precisa ir ao local físico para viver a experiência ‘in loco’, ainda que use o digital antes. No metaverso, esse deslocamento não será mais necessário. A sensação de realidade será muito próxima à de estar de fato no local”, diz Danilo Araújo, diretor executivo da PHD Virtual, agência de marketing digital. “Imagine uma compra online com cheiro e sabor. Esse é o nível de experiência que será possível”.

A interação com publicidade no metaverso permitirá ainda ao consumidor passar do anúncio de um produto ao experimento de compra quase instantaneamente, criando uma experiência próxima à do mundo real.

“Nos dias atuais, vemos a publicidade no metaverso em locais desconectados e não como uma grande rede, como em jogos e ações de grandes corporações”, diz Danilo. “Um exemplo foi o anúncio da Brahma no jogo GTA, com o objetivo de coletar latinhas da cerveja e levá-las ao bar, premiando os usuários com cupons de desconto para usar em delivery”.

Futuro

Com isso, a publicidade digital vai apontando para um futuro que lembra cenários vistos até então apenas nas telas de cinema, como no filme de ficção científica Blade Runner - O Caçador de Andróides, de Ridley Scott, lançado há 40 anos. “Imaginamos um mundo cheio de inserções de publicidade, voltadas especificamente para o gosto e histórico de navegação de cada usuário, mais ou menos o que acontece hoje com a mídia programática, mas muito mais imersiva”, diz Camelo.

Apesar da popularização do metaverso, para os céticos em relação a tudo isso se tornar realidade, Araújo lembra que, em 1995, Bill Gates foi ironizado em um programa de comédia americano sobre a internet. “Com o metaverso, não está sendo diferente e, a cada ano que passa, novas tecnologias são apresentadas, e, quanto mais tecnologia temos mais rápido evoluímos e encurtamos os avanços tecnológicos”, diz o executivo.

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