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Criptomoedas podem ser usadas na compra de imóvel

Algumas construtoras no Brasil incluíram a moeda digital em sua carteira de recebimentos pela venda de unidades imobiliárias

Construtoras se movem em direção ao mercado cripto
Tempo de leitura: 2 minutos

Por Matheus Mans para Mercado Bitcoin

São Paulo – Quando, em setembro de 2020, a construtora Vitacon anunciou que passaria a aceitar criptomoedas dos compradores de seus empreendimentos, abria-se ali um movimento que vem sendo copiado por outras companhias do setor.

Uma das mais recentes é a Melnick. Em março, a construtora, que figura entre as gigantes do país, firmou parceria com o Mercado Bitcoin, maior corretora de criptomoedas da América Latina, para a venda de seus imóveis recebendo em Bitcoin e Ethereum. Tanto a Vitacon quanto a Melnick permitem o pagamento total ou parcial em moedas digitais.

“Utilizar criptomoedas na compra de um imóvel já é comum nos Estados Unidos, Reino Unido, na Suíça e nos Emirados Árabes Unidos. Nosso objetivo é o de que essa possibilidade também se torne realidade no Brasil”, diz Ariel Frankel, CEO da Vitacon.

Para Fabricio Tota, diretor de Novos Negócios do Mercado Bitcoin, construtoras e incorporadoras têm olhado para as criptomoedas como uma nova forma de pagamento, com adesão crescente. “Pensando naqueles clientes que investem em moedas digitais, houve interesse de ambos os lados em estreitar a parceria”, diz Tota.

Token para atrair comprador

A adoção das construtoras não tem se limitado às criptomoedas. Se estende a outros criptoativos. Recentemente, a Vitacon anunciou que distribuirá tokens aos clientes que comprarem uma das 200 unidades de apartamentos localizados na área nobre paulistana dos Jardins.

A ideia é fazer do ativo uma espécie de bônus, que corresponde a uma fração do aluguel recebido pela construtora referente a uma área comercial, no caso uma loja, parte do mesmo empreendimento. O ‘prêmio’ pode, por exemplo, ser usado pelo morador no pagamento do condomínio.

“Acredito que a tokenização seja o futuro do mercado imobiliário, por isso, ainda que lentamente, estamos usando os criptoativos como alternativa”, diz Frankel. “Esses ativos vieram para dar mais praticidade e segurança ao mercado. É o primeiro passo do setor nessa direção”.

Tota conta que há novidades a caminho. “É uma tendência natural a aceitação de criptomoedas no pagamento em vários setores da economia. O mercado imobiliário, especificamente, é um dos que mais podem se beneficiar com as tecnologias de cripto e blockchain”, diz. “Estamos trabalhando em algumas frentes de tokenização de ativos imobiliários, desde o setor hoteleiro até lajes corporativas, para ficar somente em dois exemplos”.

Olhando para o setor imobiliário global, onde muitas construtoras usam a blockchain no registro de obras, Ariel ressalta que essa tecnologia é forte aliada nessa empreitada. “A Blockchain é essencial para a digitalização do setor, simplificando processos de locação, compra e venda de imóveis. Ela ajuda nas grandes transações financeiras, sem passar por intermediários como bancos. O processo é seguro, transparente e eficiente. A blockchain torna as negociações muito mais fáceis para incorporadores”.

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