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Dicas para a compra de NFTs com responsabilidade

Como investimento ou apenas colecionar, investidor precisa estar atento às particularidades do mercado de tokens não-fungíveis

Mercado dos tokens não-fungíveis requer do investidor conhecer o ativo, sua liquidez e definir propósito da aquisição
Tempo de leitura: 3 minutos

Por Matheus Mans para Mercado Bitcoin

São Paulo – Em abril, o empreendedor da indústria cripto Sina Estavi colocou à venda um token não-fungível (NFT) extremamente marcante no mercado cripto: o da imagem da primeira postagem feita na rede social Twitter. O problema? Estavi pagou US$ 2,9 milhões pelo NFT, mas, agora, ao decidir se desfazer dele recebeu lances que giram na casa dos US$ 10 mil. A expectativa, segundo o empreendedor, era receber uma proposta de compra de US$ 50 milhões, doando metade para a caridade.

O episódio leva a uma dúvida: como fazer bons investimentos em NFT e, principalmente, não cair em ‘furadas’ como a de Estavi? Para ajudar aqueles interessados nesse mercado, vão aqui cinco dicas:

1. Primeiro, algo simples, mas essencial em um mercado como esse: é preciso conhecer e entender exatamente o que são os NFTs. Não adianta sair comprando e investindo dinheiro em um ativo que não faz sentido para quem o adquire. É necessário colocar o dinheiro em itens que estejam em sintonia com seus investimentos e, principalmente, seus objetivos como investidor. Assim como no mercado de arte, o NFT tem seu próprio tempo de evolução e maturação. Conhecer o perfil como investidor é outro ponto essencial. “Há quem compre NFTs para uso, que pode ser fazer parte de um clube, adquirir imóveis em metaversos, ingressos para jogos, entre outras coisas. E há os que compram puramente como um investimento”, explica Felipe Veloso, economista e fundador da Cripto Mestre, escola focada em cripto.

2. Um segundo ponto importante dentro do mercado de NFT é estar conectado ao mundo das criptomoedas, assim como ter conhecimento sobre ele. “Como os NFTs são negociados em blockchain, é necessário ter a moeda nativa da blockchain na sua carteira”, diz Felipe Medeiros, analista e sócio da Quantzed Criptos, escola de tecnologia e educação financeira para investidores. “A mais comum é o ether, moeda nativa da rede Ethereum. Esse processo deve ser feito via corretora, onde se pode transformar a moeda fiduciária em ether e, na sequência, enviar para a carteira do investidor”.

3. Já imerso nesse ambiente e compreendendo os caminhos do NFT, o investidor ou colecionador precisa entender a diferença entre Cryptoart e Projetos NFT. O primeiro são as peças únicas e mais voltadas para o lado artístico. O segundo é um tipo de mercado que dispõe de recursos para beneficiar os compradores, como o Bored Ape Yatch Club (BAYC), Feudalz ou Frontier. Este último tipo passou, recentemente, a atrair interesse maior do mercado, o que poderia explicar a rejeição ao NFT do primeiro tuíte, ao passo que as pessoas usam NFT cada vez mais como ingresso em áreas exclusivas.

4. Assim, outro ponto de interesse do comprador é analisar a liquidez do ativo ou NFT. Estar informado sobre a tendência do momento. Para avaliar uma coleção, o investidor deve sempre olhar sua liquidez, com volume de compra e venda. Será que uma mera imagem baseada em blockchain do primeiro tuíte feito na história vai ter tanta relevância na coleção de alguém? Ou é mais interessante comprar um dos macacos estilosos do BAYC? Qual teria mais saída, mais valorização?

5. Por fim está a questão da segurança e, até mesmo, a rede que vai transacionar o negócio. “Os principais cuidados estão relacionados a coleções ‘falsas’ e roubos via links maliciosos. É indicado que o investidor só compre coleções com selo de verificação da plataforma e nunca clique em links, pois a grande maioria leva a sites que introduzem malwares para roubo de dados”, diz Medeiros. “Além disso, o investidor também deve ficar atento às taxas cobradas na hora da compra de um NFT. A Ethereum tem taxas altíssimas que muitas vezes excedem o valor do token. Nesse caso, o investidor pode optar por comprar em redes alternativas como Solana e Polygon”.

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