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Eventos sociais no metaverso começam a virar realidade

Brasil assistiu, em março, ao primeiro casamento realizado no ambiente virtual e especialistas avaliam que tendência pode se popularizar

Avatar do filósofo Leandro Karnal, mestre de cerimônia do primeiro casamento do Brasil realizado no metaverso
Tempo de leitura: 2 minutos

Por Matheus Mans para Mercado Bitcoin

São Paulo – Já pensou em organizar seu aniversário no metaverso? Assistir a um show, ou, até mesmo, casar em um ambiente digital? Mais do que simples suposições, isso já é realidade. No Brasil, no último 19 de março, a designer e pesquisadora Rita Wu se casou com o especialista em inovação André Mertens no metaverso. Foi o primeiro casamento do País nesse espaço.

Realizada no universo digital da Decentraland, a cerimônia teve os convidados representados por avatares. No lugar da tradicional lembrancinha foram distribuídos tokens não-fungíveis (NFTs) entre os participantes.

Como mestre de cerimônia, Rita e Mertens contaram com o filósofo e escritor Leandro Karnal. A festa? No metaverso, com cada um dançando em sua casa. Ah, detalhe: Rita e Mertens, eles sim estavam na mesma casa, porém cada um em seu computador. Roupas especiais? Só no metaverso mesmo. Por ter sido registrado na forma de smart contracts na blockchain o casamento tem validade legal como se tivesse sido realizado no mundo real.

Apenas o começo

Para especialistas, o casamento de Rita e Mertens foi só o pontapé inicial de uma tendência que deve se repetir nos próximos anos: eventos sociais, dos mais diversos tipos, indo para esse ambiente virtual. “A pandemia acelerou um processo que já estava na mente de visionários como Mark Zuckerberg. As pessoas vão querer interagir em ambientes que elas possam criar e controlar de forma autônoma, além de realizar desejos que, fora dele, não seria possível”, diz Felipe Medeiros, analista de criptomoedas.

Afinal, ainda que não haja o contato humano ou relações que só aconteceriam no mundo presencial, os eventos sociais no metaverso trazem algumas vantagens. Gastos com roupa e aluguel de espaço, por exemplo, são consideravelmente reduzidos. É preciso comprar apenas vestuário para o avatar ou pagar o aluguel de algum espaço dentro do ambiente não real. Tampouco é preciso contratar um buffet com comidas de verdade para a festa, o que reduz ainda mais as despesas.

João Galhardo, analista de criptomoedas e com projetos no metaverso, acredita que a desconfiança em relação a esses eventos digitais estão começando a desaparecer. “A pandemia serviu para mostrar que eles já são bem-sucedidos e um exemplo é o show do rapper americano Travis Scott, realizado, em 2020, dentro do jogo Fortnite, que reuniu mais de 12 milhões de jogadores simultaneamente”, complementa Galhardo.

A principal barreira hoje para que esse movimento se popularize entre as pessoas é o acesso. “O metaverso hoje é criado em realidade virtual ou aumentada. Em ambos os casos você tem um custo de construção e equipamentos que estão em fase inicial de desenvolvimento e são caros”, explica Felipe Medeiros, analista de criptomoedas.

Hoje, algo que se desenha no horizonte e que pode baratear esses custos ampliando o acesso a eventos do tipo é a StarLink, a internet de Elon Musk, que busca constelações de satélites para facilitar o acesso a sistemas robustos. “A concretização da StarLink facilitaria a popularização de eventos em metaverso em escala global”, diz Galhardo.

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