Últimas

Qual a visão do SoftBank para o ambiente de investimentos no Brasil?

Alex Szapiro, head da operação brasileira, diz que a revolução gerada pelo blockchain no mundo será equivalente ao que foi a internet nos anos 90

Bloomberg Línea — Discreto, mas sempre envolvido em projetos de grande repercussão, Alex Szapiro é um daqueles executivos conhecidos como empreendedores corporativos. Ele participou da criação do Submarino (AMER3), uma das primeiras plataformas de e-commerce a se estabelecer no Brasil. Depois foi o responsável por trazer para o país as operações de empresas icônicas do mundo da tecnologia, como Palm, Apple (AAPL) e Amazon (AMZN).

Hoje, lidera no Brasil as operações do SoftBank, que tem US$ 8 bilhões divididos em dois fundos de investimentos voltados para empresas da América Latina. Do primeiro fundo lançado, de US$ 5 bilhões, aproximadamente 65% estão investidos em empresas brasileiras, como Rappi, Loggi, Gympass, Banco Inter (BIDI4), entre outros. Hoje, de cada três unicórnios que nascem no Brasil, dois estão no portfólio do fundo.

Ainda que existam muitos setores na mira do banco, como saúde, educação, fintechs, logística e consumo, existe um tema que permeia todos eles, o blockchain. “No sentido de ser destrutivo, de ter muita gente que não entende ainda o que é, no sentido de ter muita gente que entende muito bem o que é, o blockchain é hoje o que a internet foi nos anos 90″, disse Szapiro na entrevista na “Casa de Negócios”.

Ele lembra que no início, a internet era formada por texto em uma tela de vidro verde. Depois, vieram as imagens, os vídeos, até evoluir para o que se conhece hoje. “A maneira como a gente consome entretenimento, se socializa, como a gente compra, vai ao médico. A gente vê o salto que uma tecnologia como a internet fez na maneira como a gente vive como sociedade. A nossa visão é que blockchain vai para o mesmo caminho. É um caminho que já começou, não tem mais volta. A gente está só no comecinho de uma grande revolução”, diz.