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NFTs pegam carona no mundo virtual do metaverso

Tokens não fungíveis podem ganham impulso com interação do ambiente real ao online, dizem especialistas

NFTs pegam carona no mundo virtual do metaverso
Tempo de leitura: 2 minutos

Por Gino Matos para Mercado Bitcoin

São Paulo — O metaverso ganhou, mais uma vez, destaque após o Facebook anunciar, no fim de outubro, a mudança de nome da empresa para Meta, sinalizando seu interesse em focar no mundo virtual.

O metaverso é um ambiente on line que recria o mundo real, permitindo a usuários interagir nele. Cria-se um personagem, ou avatar, e, a partir daí, é possível desbravar um mundo novo.

Nesse ambiente, os tokens não fungíveis (NFTs, na sigla em inglês) encontram uma grande oportunidade de crescimento. “Nesse mundo virtual um carro, uma casa, roupas, quadros ou qualquer bem da vida real também existirão. É aí que os NFTs garantem a propriedade digital”, explica Zé Lima, cofundador e CMO da tropix, marketplace de tokens não fungíveis.

Byron Mendes, CEO da empresa focada em artes digitais Metaverse Agency, diz que, pela primeira vez na história, é possível registrar propriedades digitais com selo de autenticação e gerar contratos inteligentes de compra e venda dentro de um mundo virtual.

Mendes lembra que tentativas anteriores de criar uma realidade virtual com foco na imersão foram feitas, citando como exemplo o jogo Second Life. Entretanto, a limitação de recursos, ressalta, fez com que essas ideias não fossem longe. “Com o aparecimento da blockchain e dos NFTs, é possível experimentar uma vivência social e econômica mais completa”, acrescenta.

Um exemplo aproximado são os servidores do jogo Grand Theft Auto V, onde jogadores interpretam personagens de modo virtual. O usuário escolhe suas roupas, carros, casa e trabalha para obter o dinheiro necessário para adquirir os bens dentro desse ambiente on line.

O servidor Cidade Alta, desenvolvido pela empresa de e-sports Loud, é um dos mais famosos. Recentemente, em parceria com a plataforma Dropull, os carros comprados no servidor também passaram a ser registrados em uma blockchain na forma de NFTs, possibilitando seu uso em outros jogos.

O metaverso no futuro

Não é incomum que a ideia de viver paralelamente em um mundo virtual soe estranha para muitos, mas Zé Lima explica que o metaverso é onde pessoas distantes umas das outras poderão se encontrar e se comunicar nos próximos anos.

“O metaverso tende a ter um papel fundamental principalmente para as próximas gerações, que já nascem muito mais integradas ao universo digital, podendo ignorar ainda mais as barreiras geográficas”, avalia o cofundador da tropix.

Byron Mendes compartilha dessa visão. “Após a internet conectar o mundo através de uma grande rede online, os metaversos trouxeram uma segunda camada de conectividade e interação entre os usuários no mesmo ambiente, não importando onde estejam.”

Mendes ressalta ainda outra possibilidade: a do surgimento de novos modelos de negócio dentro dos metaversos, impulsionados pelas diferentes formas de interação social. Um exemplo são os recentes registros feitos pela Nike junto ao Gabinete de Patentes e Marcas dos Estados Unidos.

Em outubro, a gigante de roupas esportivas registrou vários de seus produtos no mundo virtual com o intuito de vender entre calçados, roupas, óculos, bonés, bolsas e outros itens com a chance aberta pelo metaverso.

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